Zelensky afirma que EUA pressionarão Kiev e Moscou por acordo para fim de guerra até junho

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy em Munique, Alemanha, em 14 de fevereiro de 2025. (Foto oficial do Departamento de Estado US)

São Paulo, 07 – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os Estados Unidos deram a Kiev e a Moscou um prazo até junho para alcançar um acordo que encerre a guerra iniciada há quase quatro anos. Segundo ele, caso não haja entendimento até esse período, o governo do presidente americano, Donald Trump, deverá aumentar a pressão sobre ambos os lados para forçar um desfecho.

“Os americanos estão propondo que as partes encerrem a guerra até o início deste verão do Hemisfério Norte e provavelmente exercerão pressão sobre as partes exatamente de acordo com esse cronograma”, disse Zelensky a repórteres. “Eles dizem que querem fazer tudo até junho. Farão tudo para acabar com a guerra e querem um cronograma claro de todos os acontecimentos”, acrescentou.

O presidente ucraniano afirmou ainda que os EUA sugeriram realizar a próxima rodada de negociações trilaterais já na semana que vem e, pela primeira vez, em território norte-americano, provavelmente em Miami. “Confirmamos nossa participação”, disse.

O novo prazo sucede as conversas trilaterais mediadas por Washington em Abu Dhabi, que terminaram sem avanços concretos diante de exigências consideradas inconciliáveis. A Rússia pressiona a Ucrânia a se retirar do Donbass, onde os combates seguem intensos, condição que Kiev afirma que jamais aceitará.

Em mensagem divulgada também neste sábado, via Telegram, Zelensky voltou a criticar Moscou e cobrou reação dos países envolvidos no processo diplomático. “Todos os dias, a Rússia pode optar pela diplomacia de verdade, mas escolhe novos ataques”, afirmou.

Segundo ele, é necessário impedir que o Kremlin use o frio como instrumento de pressão, o que exige mais apoio militar ao país. “Para isso, são necessários mísseis para os sistemas Patriot, NASAMS e outros. Cada remessa nos ajuda a atravessar este inverno”, disse, agradecendo aos parceiros que “realmente colaboram”, sem elencar nomes ou países.

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