
Moisés Teixeira Bispo mora há quase 30 anos na Vila Sahy, no Litoral Norte paulista – uma região conhecida por suas belezas naturais, mas também por desafios históricos ligados à vulnerabilidade social e a eventos climáticos extremos. Durante décadas, ele e os vizinhos conviveram com a insegurança hídrica: dependiam de poços com água imprópria para consumo ou de captações improvisadas na serra, que frequentemente falhavam e chegavam turvas, com detritos.
A situação se agravou após as fortes chuvas de 2023. Agora, essa realidade começa a mudar de forma estrutural. Com a aceleração das obras de universalização do saneamento, a Sabesp implantou sistemas regulares de abastecimento de água e esgotamento sanitário na Vila Sahy e na vizinha Vila Carioca, garantindo segurança hídrica onde antes havia improviso.
“Hoje eu posso abrir a torneira, encher um copo e dar para os meus filhos beberem. Ter essa segurança é muito bacana”, conta Moisés. Para ele, a chegada da água tratada representa dignidade. “Antes a gente sofria. Hoje temos IPTU, água, luz… a gente sente que está num progresso, num futuro. Hoje nos sentimos respeitados enquanto cidadãos.”
A transformação vivida por Moisés reflete um movimento mais amplo que alcança milhares de famílias em cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte, regiões estratégicas tanto do ponto de vista ambiental quanto social. Desde a desestatização da Sabesp, em julho de 2024, a Companhia vem acelerando investimentos para ampliar o acesso aos serviços de água e esgoto.
Somente em 2025, a Sabesp investiu R$ 15,2 bilhões – um volume recorde, mais que o dobro do ano anterior – impulsionando obras que melhoram a saúde pública, protegem rios e praias e elevam a qualidade de vida da população.
No Vale do Paraíba, bairros mais afastados dos centros urbanos, que ainda dependiam de fossas sépticas, já começam a receber coleta e tratamento de esgoto. É o caso do Capão Grosso, em São José dos Campos, onde o saneamento chega como condutor de saúde, valorização urbana e preservação ambiental.
No Litoral Norte, comunidades como a Vila Carioca já percebem impactos diretos no dia a dia e no orçamento familiar, com o fim da necessidade de comprar água mineral. Para o líder comunitário Jaisson de Almeida Fayo, o Nemo, a mudança encerra um ciclo de sofrimento com água suja e mau cheiro.
Para a Sabesp, as intervenções na região simbolizam um novo momento. “Levar água tratada e coleta de esgoto vai muito além de obras de infraestrutura. É garantir dignidade e saúde pública, assegurando que nenhuma família fique para trás”, destaca Emerson José dos Santos, diretor regional da Sabesp no Vale do Paraíba e Litoral Norte.
Estudos do Instituto Trata Brasil mostram que a ampliação do saneamento está diretamente associada à melhoria de indicadores de saúde e educação. O acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário pode reduzir em até 69,1% as internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado após três anos da implantação dos serviços – um impacto duradouro na qualidade de vida das populações atendidas.
Metas superadas e ritmo acelerado
O avanço das obras já se reflete no cumprimento antecipado das metas de universalização nas 371 cidades atendidas pela Sabesp:
Água: 664 mil novos imóveis atendidos (152% da meta), beneficiando 1,8 milhão de pessoas
Coleta de esgoto: 781 mil imóveis (133% da meta), com impacto para 2,1 milhões de pessoas
Tratamento de esgoto: 1,37 milhão de imóveis (134% da meta), alcançando 3,7 milhões de pessoas
Empregos gerados: cerca de 40 mil postos de trabalho diretos e indiretos
“Os resultados reforçam o comprometimento da Sabesp com a universalização do saneamento básico até 2029. A universalização não é apenas um plano – ela já está acontecendo e transformando a vida das pessoas”, afirma o diretor-presidente da Companhia, Carlos Piani.
Atualmente, a Sabesp conecta, em média, 2.400 domicílios por dia à rede de saneamento. São mais de 1.100 frentes de obras simultâneas. Só em 2025, foram entregues 16 estações de tratamento de esgoto e quase 800 quilômetros de grandes tubulações, extensão equivalente a uma fila de 40 mil carretas.
No Vale do Paraíba e no Litoral Norte, o avanço do saneamento reforça não apenas a infraestrutura, mas também a resiliência ambiental e social de regiões fundamentais para o estado de São Paulo – mostrando que investir em saneamento é investir em saúde, dignidade e futuro.

