Pioneirismo no Exército: mulheres passam a integrar a Arma de Comunicações

Solenidade na AMAN marca avanço histórico da presença feminina na Força Terrestre

Cadetes femininas da AMAN durante solenidade histórica na Arma de Comunicações do Exército Brasileiro
Cadetes femininas da AMAN durante solenidade histórica na Arma de Comunicações do Exército Brasileiro. (Foto: AMAN)

Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, mulheres na Arma de Comunicações do Exército Brasileiro passam a integrar oficialmente uma das áreas estratégicas da Força Terrestre. O marco histórico foi registrado durante solenidade realizada nesta semana na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), durante a escolha de Arma, Quadro ou Serviço pelos cadetes do segundo ano.

Ao todo, foram disponibilizadas 365 vagas para os cadetes que concluirão a formação no fim de 2028. Destas, 29 foram destinadas à Arma de Comunicações — 10 ocupadas por mulheres, consolidando um avanço histórico na ampliação da participação feminina nas áreas operacionais e estratégicas do Exército.

Primeira colocada da turma a optar pela Arma de Comunicações, a cadete Eliza Hoffmann destacou o simbolismo e a responsabilidade do momento. “É uma honra integrar uma Arma carregada de legado e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade. A partir de agora, seremos referência para as próximas turmas, e nossa postura e desempenho servirão de exemplo”, afirmou.

O comandante do Curso de Comunicações, tenente-coronel Araújo, ressaltou o significado institucional da conquista. Segundo ele, a chegada das pioneiras amplia a responsabilidade da formação, assegurando isonomia, excelência profissional e igualdade de tratamento em todas as etapas do curso.


Mulheres na Arma de Comunicações do Exército Brasileiro ampliam participação feminina

A presença feminina na Arma de Comunicações integra uma política contínua de ampliação da participação das mulheres nas Forças Armadas. Desde 2021, o Exército já forma oficiais femininas do Serviço de Intendência e do Quadro de Material Bélico pela AMAN. Em 2025, mulheres de 18 anos puderam se alistar como voluntárias pela primeira vez e, em 2026, passarão a ser incorporadas como soldados, com tempo de serviço entre um e oito anos.


A importância da Arma de Comunicações

No Exército, a Arma de Comunicações é responsável por garantir as ligações essenciais aos altos escalões para coordenação e controle antes, durante e após as operações militares. A Arma também atua no controle do espectro eletromagnético por meio da Guerra Eletrônica, dificultando comunicações adversárias, protegendo as próprias transmissões e contribuindo para a obtenção de informações estratégicas.


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