
São Paulo, 13 – A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou no último sábado, 10, o segundo caso de mpox do clado 1b no Estado. O paciente é um homem de 39 anos, morador de Portugal, que foi atendido e liberado pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Segundo a SES, o homem apresentou sintomas no final de dezembro, foi atendido pelo instituto e permaneceu internado por um dia. Ele já retornou ao país de origem. De acordo com a pasta, até o momento, não há registro de pessoas que estiveram no local de hospedagem do paciente com sintomas da doença.
Este é o segundo caso do clado 1b confirmado em São Paulo. Em março do ano passado, uma mulher de 29 anos contraiu a nova cepa após entrar em contato com um familiar da República Democrática do Congo. De acordo com a SES-SP, a paciente evoluiu bem e se recuperou.
A pasta afirma manter monitoramento contínuo do cenário epidemiológico da doença e, até o momento, foram notificados 1 930 casos de mpox no Estado de São Paulo, sem registro de óbito associado à doença.
No último ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 30 de novembro foram registrados 50.751 casos de mpox em 96 países. As nações com maior incidência são República Democrática do Congo, Guiné, Libéria, Quênia e Gana, respectivamente.
Sintomas
A doença é causada pelo vírus MPXV, e a transmissão ocorre por contato com pessoas infectadas (via abraços, beijos, relações sexuais ou lesões cutâneas) ou materiais contaminados pelo micro-organismo, como roupas e talheres. O período de incubação, segundo o Ministério da Saúde, pode variar de 3 a 21 dias.
Os principais sintomas do quadro são:
Erupções cutâneas
Ínguas (linfonodos inchados)
Febre
Dores de cabeça e no corpo
Calafrios e fraqueza
Normalmente, a mpox evolui para quadros leves e moderados, que costumam durar de duas a quatro semanas. Em situações de contato necessário com pessoas infectadas, o Ministério recomenda o uso de luvas e máscaras.
Também são indicados a lavagem frequente das mãos com água e sabão, o uso de álcool em gel e a limpeza regular de roupas, lençóis e toalhas, além da higienização e desinfecção de superfícies e do descarte adequado de resíduos contaminados.
Não há um tratamento específico para a doença, mas é possível combater os seus sintomas.
Vacinação
No Brasil, a vacinação contra a mpox é destinada a grupos de risco específicos, que podem evoluir para formas mais graves da doença, como pessoas maiores de 18 anos que convivem com HIV/Aids e tenham status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
Profissionais de laboratórios que trabalham diretamente com o vírus em nível de biossegurança 2 (NB-2), de 18 a 49 anos, também podem receber o imunizante.
Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de casos suspeitos, prováveis ou confirmados, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS e mediante avaliação da vigilância local, também estão aptas à vacinação.

