Hospital Municipal de São José realiza a 1ª captação de órgãos de 2026

Equipe médica da OPO e do HM trabalha na remoção de órgãos: por determinação legal e por princípios éticos, a identidade de doadores é mantida em sigilo. (Foto: Divulgação/PMSJC)

O Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, realizou, na noite desta quinta-feira (29), a primeira captação de órgãos de 2026.

A doação foi autorizada pela família de um jovem de 21 anos, do sexo masculino, que teve a morte encefálica confirmada pela equipe médica.

O procedimento de retirada dos órgãos foi conduzido pela equipe da OPO (Organização de Procura de Órgãos), em parceria com profissionais do hospital.

Foram captados o coração, os pulmões, os rins, o fígado e as córneas, totalizando 8 órgãos e tecidos, que ajudaram a melhorar as condições de vida de até 8 receptores que aguardavam na fila de doação.

Por determinação legal e por princípios éticos, a identidade de doadores de órgãos e de pacientes transplantados é mantida em sigilo no Brasil. A medida, prevista na Lei de Transplantes, protege a privacidade das famílias envolvidas, evita pressões emocionais e impede qualquer tipo de favorecimento ou interesse indevido no processo de doação.

O anonimato também garante que a distribuição dos órgãos ocorra exclusivamente com base em critérios técnicos e médicos, assegurando um sistema justo, seguro e transparente.

Doações

Em 2025, foram captados 32 órgãos de pacientes que tiveram morte encefálica atestada pela equipe médica do Hospital Municipal, sendo 13 rins, 12 córneas, 6 fígados e 1 osso.

No total, foram 28 notificações de morte encefálica, com 16 pacientes não elegíveis por falta de indicação clínica para doação de órgãos. Dos 15 pacientes elegíveis, 8 famílias autorizaram a doação, com taxa de aceite calculada de 53%, compatível com os indicadores nacionais.

Referência regional

O Hospital Municipal de São José dos Campos, unidade da Prefeitura gerenciada pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), é referência regional em captação de órgãos.

Quando ocorre a morte encefálica, a família é abordada e, havendo autorização, o Hospital Municipal notifica a OPO, serviço responsável por identificar e viabilizar a doação de órgãos e tecidos nos hospitais. Integrante do Sistema Nacional de Transplantes, a OPO garante que todo o processo siga critérios legais, éticos e médicos, em articulação com a Central de Transplantes. No Vale do Paraíba, a OPO responsável pelo atendimento da região é vinculada à Unicamp, em Campinas.

No ano passado, o Hospital Municipal foi uma das instituições homenageadas durante o V Encontro das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do Estado de São Paulo (CIHDOTTs).

O evento foi promovido pela Central Estadual de Transplantes de São Paulo e realizado por ocasião do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização da doação de órgãos. A premiação reconhece o compromisso das instituições que atuam na sensibilização de famílias e na viabilização de transplantes.

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