
A Feira dos Sofás – Boavista Cycling Team fez a apresentação oficial da equipa profissional de ciclismo, no Mosteiro de Vilela, espaço do futuro Museu do Mobiliário de Paredes, um edifício secular que está a ser totalmente requalificado, valorizando o património histórico e cultural da região. Durante a cerimónia, realizada em parceria com a Câmara Municipal de Paredes, para além de ser apresentada oficialmente a equipa, a estrutura técnica, a nova frota de viaturas e a nova imagem para a presente temporada, reforçando a ambição e o crescimento sustentado da Boavista Cycling Team, foi também revelada a equipa BTT. Esta apresentação simboliza não só o arranque oficial da nova época desportiva, mas também o compromisso da Feira dos Sofás – Boavista Cycling Team com o desenvolvimento regional, o património e o desporto de alto rendimento.
Nesta sessão, que contou com a presença de várias personalidades e gentes ligadas à modalidade, foram homenageados Delmino Pereira (ex-Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo) que recebeu o prémio carreira, Ilídio Silva (fundador da Rádio Popular), empresa distinguida como patrocinador do ano, sendo também atribuída uma distinção de prestígio a Alexandre Almeida, presidente da Câmara Municipal de Paredes. Refira-se que a freguesia de Vilela irá acolher o novo centro logístico da Feira dos Sofás – Boavista Cycling Team, reforçando a ligação ao território e à comunidade local que vive a paixão pelo ciclismo.

José Santos, o mais antigo diretor desportivo do pelotão nacional, transita para o cargo de manager dos axadrezados depois de 39 anos consecutivos como responsável pelo treino e pela tática nas corridas. O lugar do “prof” foi ocupado pelo ex-ciclista André Cardoso, de 42 anos, que, entre outras formações, correu na Caja Rural, de Espanha, bem como na Garmin-Sharp e na Trek-Seagarfedo, dos Estados Unidos. O cargo será repartido com Luís Machado, um elemento que há largos anos acompanha José Santos e “pau para toda a obra” dada a sua polivalência no mundo das bicicletas. Para além de ter exercido as funções de massagista, o “Machadinho”, como carinhosamente é chamado entre os amigos, também dá um jeito nas bicicletas sempre que necessário, ainda que essa tarefa esteja entregue a mecânicos altamente especializados. Ao longo de mais de 40 anos no ciclismo, o Boavista consolidou-se como uma das mais emblemáticas formações do panorama nacional, marcando presença constante nas grandes competições e alcançando triunfos que moldaram a identidade vencedora do clube.
Cássio Freitas, o campeão que veio do Brasil

Quando se fala da formação que veste de xadrez é obrigatório mencionar o nome de Cássio de Paiva Freitas, um corredor que deixou profundas marcas em Portugal. O ciclista brasileiro, natural de Belo Horizonte, representou a então equipa Recer-Boavista entre 1992 e 1996, tendo vencido logo na estreia, sob a orientação de José Santos, a Volta a Portugal, pelo que se tornou no primeiro ciclista não europeu conquistar a prova.
Do seu currículo em Portugal ao serviço do emblema do Bessa, um dos grandes êxitos da carreira vai para o duplo triunfo na Volta ao Algarve – o primeiro estrangeiro a triunfar na conceituada competição -, para lá de dois triunfos no exigente Grande Prémio Jornal de Notícias, assim como na Clássica Porto-Lisboa. O emblemático corredor esteve ainda presente na Volta a Espanha de xadrez ao peito.
Cássio foi um dos grandes nomes do ciclismo entre o final dos anos 80 e meados dos anos 90, tendo abraçado a modalidade nos torneios colegiais em Minas Gerais. Permaneceu em Portugal durante uma dezena de anos, começando por dar nas vistas ao serviço da formação Sicasal-Acral, tendo ainda representado os conjuntos do Tróia Marisco e da LA Alumínios após a saída do Boavista, para depois regressar ao Brasil.
Correu pela equipa Caloi até 2007, para depois terminar a carreira, sem que antes se tenha sagrado Campeão Sul-Americano, para lá de ter vencido, em 2001, o Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Contrarrelógio. Em 2012 chefiou a equipa brasileira Funvic-Pindamonhangaba na Volta a Portugal, tendo ainda comandado a seleção brasileira feminina de ciclismo de estrada.
Plantel jovem, mas com grande traquejo
A formação para 2026, que arranca no próximo dia 7 de fevereiro com a disputa da Prova de Abertura – Região de Aveiro, destinada às equipas continentais e do escalão Sub-23, é composta por atletas muito jovens, mas já com provas dadas na modalidade. Eis os nomes para a próxima temporada:
Afonso Lopes, 21 anos (transita da equipa Rádio Popular / Paredes / Boavista, anterior naming dos axadrezados)
Fábio Costa, 26 anos (ex-Anicolor / Tien 21)
Gustavo Romão, 18 (ex-Blackjack / Bairrada Júnior Cycling Team)
Iker Bonillo, 22anos (ex-Euskaltel – Euskadi)
João Anunciação, 18 anos (ex-Blackjack / Bairrada Júnior Cycling Team)
João Silva, 23 anos (ex-Óbidos Cycling Team)
Óscar Rota, 23 anos (ex-Maia /Earth Consulters)
Rafael Sousa, 20 anos (ex-Landeiro – KTM – Matias & Araújo – Frulact)
Ruben Rodrigues, 21 anos (ex-Fundación Ciclista Euskadi)
Pedro Silva, 24 anos (ex-Anicolor / Tien 21)
David Dominguez, 25 anos (ex-Aviludo – Louletano – Loulé)
Equipa técnica:
Manager – Prof. José Santos
Diretor Desportivo – André Cardoso
Diretor Desportivo – Luís Machado
*com CM Paredes
É jornalista, natural da cidade do Porto, Portugal. Iniciou sua carreira na Gazeta dos Desportos, tendo depois passado pelo Record, Jornal de Notícias e Comércio do Porto, jornais de referência em Portugal. Participou da cobertura de múltiplos eventos nacionais e internacionais (Futebol, Basquetebol, Andebol, Ciclismo e Hóquei em Patins). Foi coordenador redatorial do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica). É responsável pelas redes sociais de equipes de ciclismo e dirigente desportivo em uma associação de Ciclismo. É colaborador do PortalR3, publicando textos escritos em português de Portugal.

