UNITAU homenageia Bento 16 com memórias da Operação Arcanjo

(Foto: Divulgação/UNITAU)

No momento em que o mundo se despede de Bento 16, a Universidade de Taubaté (UNITAU) presta uma homenagem com o resgate de memórias da passagem do papa emérito pelo Santuário de Aparecida em maio de 2007.

Entre os dias 11 e 13 de maio daquele ano, a UNITAU participou da Operação Arcanjo com cerca de 120 pessoas, entre professores e alunos.

Estudantes do Departamento de Enfermagem colaboraram com o atendimento ao público que compareceu à Basílica.

Atuante no Departamento até 2019, quando se aposentou, Profa. Dra. Eliana Fátima de Almeida Nascimento destaca a possibilidade de vivenciar na prática, durante a Operação Arcanjo os ensinamentos transmitidos na sala de aula para os alunos.

“Ficamos mais ou menos uns cinco dias acampados lá. Fizemos várias tendas e distribuímos os professores e alunos para atendimento. Eram situações em que as pessoas passavam mal, tinham desmaios, sofriam de dores na coluna, dores de cabeça. Foi muito importante para nossos alunos terem a noção dessa assistência emergencial.”

Professora Eliana se lembra de uma ocasião em que foi necessária a transferência de um paciente para o hospital de base montado pelo Exército nas imediações do santuário.

“As pessoas chegavam nas tendas e a gente ia separando por situações. Teve uma pessoa que precisou ser transferida. Fui com a professora Carmen Sílvia para o hospital de base e fiquei encantada com a estrutura que vi.”

Integrante de missões do Projeto Rondon, a professora aposentada reforça a importância de práticas extensionistas como essa.

“A UNITAU tem essa questão da formação do aluno. Até hoje encontro ex-alunos que brincam e se lembram das vivências que partilhamos. Experiências de aceitação do outro, de entender a limitação do outro e proporcionar acolhimento.”

Em outra frente de atuação, o Departamento de Comunicação Social da UNITAU auxiliou o Centro de Comunicação do Exército no atendimento à imprensa. O Prof. Dr. José Felício Goussain Murade lembra as atividades desempenhadas e a responsabilidade do grupo. “Fui o coordenador geral da UNITAU junto à operação Arcanjo. Eu era o elo entre a Universidade e o Exército brasileiro, sabendo, muitas vezes, de informações confidenciais e que deveriam ser mantidas em sigilo para a segurança do papa.”

Para o professor, um dos momentos mais marcantes da passagem de Bento 16 foi uma bênção exclusiva concedida por intermédio da TV UNITAU. A equipe, com o prof. Felício, a aluna Michelle Laboissierre e o cinegrafista Adriano Barreto, estava à espera da passagem do papa.

“Eu estava com o microfone na mão. Quando abriu a porta, falei para o Barreto: abre o som do microfone. E ele perguntou: o que que você vai fazer? Eu disse, na brincadeira, que iria entrevistar o papa. Aí ele abriu o som do microfone e eu falei: papa, papa, uma benção para o Brasil.

O papa se deslocou cerca de 20 metros até o microfone e deu um depoimento misturando português, espanhol, italiano e alemão, deu uma benção para o Brasil. Imediatamente a imprensa do Brasil inteiro soube disso”, relembra o professor Felício.

O professor destaca a importância da participação da UNITAU nessa operação pela oportunidade de enriquecer a formação acadêmica dos alunos. “Para os alunos foi uma experiência fantástica, eles estavam no meio de um grande fato histórico, de projeção mundial. Foi uma experiencia memorável e que contribuiu para o aprendizado dos nossos alunos.”

Com 19 anos na época e no segundo ano de seu curso, a relações públicas Elaine Valério relembra a expectativa da visita.

“Foi uma sensação extraordinária. Não podia imaginar o quanto aquela experiência me transformaria. Mudou minha vida por completo. A oportunidade de atuar em parceria com profissionais experientes, alunos determinados e professores tão comprometidos, sobretudo, com a nossa formação, me deu naquele ano a certeza de que tinha escolhido a profissão certa.”

Para Elaine, essa foi uma oportunidade de enriquecimento pessoal e profissional. “Eu me vi estremecer diante da figura mais importante da Igreja na ocasião, já que, pessoalmente, tinha uma vida ativa na comunidade, uma fé fervorosa e dedicava meus finais de semana ao serviço da Igreja na catequese.

Foi uma oportunidade de viver a interdisciplinaridade e conhecer por dentro a realidade de um grande evento internacional com autoridades e profissionais do mundo inteiro envolvidas. Foi um grande impulso em nossas formações, até hoje partilhamos memórias. Foi emocionante.”

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