
Pindamonhangaba encerrou setembro de 2026 com 190 milímetros de chuva, o maior volume registrado para o mês nos últimos 21 anos. O dado da Defesa Civil mostra ainda uma sequência incomum: agosto também havia terminado como o mais chuvoso para aquele mês desde o início da série acompanhada, em 2005.
O antigo recorde de setembro era de 150 mm, registrado em 2022. Neste ano, portanto, o acumulado ficou 40 milímetros acima daquela marca.
A sequência reforça a mudança observada na chuva em Pindamonhangaba após um julho extremamente seco e exige atenção para episódios de precipitação concentrada, rajadas de vento e outras ocorrências associadas ao tempo severo.
Setembro acumulou 190 milímetros
Os 190 mm registrados em setembro representam mais que o dobro dos 83,5 mm acumulados em agosto.
A diferença também chama atenção quando comparada aos dois anos anteriores.
Em setembro de 2025, Pindamonhangaba registrou 9,5 mm. Em setembro de 2024, segundo a série acompanhada pela Defesa Civil, não houve registro de chuva.
Antes de 2026, os maiores acumulados de setembro desde 2005 haviam sido:
- 2022: 150 mm;
- 2015: 98,5 mm;
- 2009: 91 mm.
A série utilizada pelo município é acompanhada pela Defesa Civil desde 2005, e os dados coletados também são repassados à Defesa Civil do Estado.
Agosto já havia quebrado recorde
O comportamento de setembro ocorre logo após outro recorde.
Agosto terminou com 83,5 mm, também o maior acumulado para o mês nos últimos 21 anos.
Somente em 31 de agosto foram registrados 33,93 mm em um único dia. O volume daquele episódio foi mais de cinco vezes superior aos 6,5 mm registrados durante todo o mês de julho.
O PortalR3 já havia mostrado que Pindamonhangaba registrou o agosto mais chuvoso em 21 anos.
Com setembro, são agora dois meses consecutivos de recordes mensais dentro da série recente da Defesa Civil.
Chuva forte trouxe ocorrências em setembro
O aumento da chuva em Pindamonhangaba também veio acompanhado de episódios de maior intensidade.
Um dos mais recentes ocorreu em 30 de setembro, quando uma chuva forte com duração aproximada de uma hora provocou quedas de árvores e galhos, danos na rede elétrica e um caso de destelhamento.
Naquele episódio, os três pluviômetros utilizados como referência registraram volumes entre 13,5 e 21,1 mm, dependendo do ponto da cidade.
O primeiro balanço apontou 11 ocorrências, sem registro de vítimas.
As equipes atuaram principalmente na retirada de árvores e galhos e na liberação dos pontos atingidos.
Vento aumentou impacto dos temporais
Além do volume de precipitação, algumas ocorrências registradas durante o período estiveram relacionadas às rajadas de vento.
Foram mobilizadas equipes da Defesa Civil, Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural, Guarda Civil Metropolitana, Corpo de Bombeiros e concessionária de energia, entre outros serviços envolvidos nas respostas emergenciais.
Segundo a Defesa Civil municipal, o acompanhamento dos acumulados é feito em conjunto com previsões meteorológicas e alertas oficiais.
O município também mantém Plano de Contingência para orientar a resposta durante períodos de risco.
Dois recordes seguidos reforçam monitoramento
A sequência de agosto e setembro amplia a atenção sobre a chuva em Pindamonhangaba, principalmente quando grandes volumes ficam concentrados em poucas horas.
Um mês mais chuvoso, isoladamente, não permite concluir uma mudança permanente no clima da cidade. Os números mostram, porém, que 2026 apresentou dois recordes consecutivos dentro da série municipal de 21 anos para agosto e setembro.
Por isso, além do total acumulado no mês, a velocidade com que a chuva cai e a presença de vento, raios ou granizo são fatores importantes para avaliar riscos de alagamentos, quedas de árvores e outros transtornos.
Defesa Civil mantém acompanhamento
A Defesa Civil segue monitorando a chuva em Pindamonhangaba, os índices pluviométricos e os avisos meteorológicos para o município.
Durante tempestades, a orientação é evitar locais sujeitos a alagamentos e não permanecer próximo de árvores, postes ou estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelo vento.
Em situações de risco ou emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, com atendimento 24 horas.
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