
Mais de 6,1 mil mulheres vítimas de violência doméstica receberam o Auxílio-Aluguel do Governo do Estado de São Paulo em setembro.
O valor repassado no mês superou R$ 3 milhões e contemplou mulheres inscritas até agosto. Em setembro de 2025, o benefício havia alcançado 2,5 mil mulheres, com investimento de R$ 1,2 milhão.
Dados consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) traçam o perfil das beneficiárias. A faixa etária de 25 a 34 anos reúne a maior parcela, com 37,2%. Entre elas, 81,5% têm filhos, com média de 1,85 dependente por beneficiária, e 90,3% estão inscritas no CadÚnico. Quanto à raça/cor, 47,8% são brancas, 41,9% pardas e 9,9% pretas.
“A concentração das beneficiárias na faixa de 25 a 34 anos e o fato de a maioria ter filhos reforçam a importância de políticas públicas que promovam autonomia financeira e ofereçam condições para que essas mulheres possam romper o ciclo da violência e reconstruir suas trajetórias pessoais e familiares”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Alcance
O Auxílio-Aluguel integra as ações do movimento SP Por Todas e fortalece a rede de proteção e atendimento às mulheres vítimas de violência. Já chegou a 593 municípios paulistas, o equivalente a 91,9% de cobertura territorial, com acesso ao benefício por meio da rede municipal de assistência social.
Desde o início, em fevereiro de 2025, mais de 9,8 mil mulheres receberam o benefício por pelo menos um mês, e o investimento no período ultrapassou R$ 33 milhões.
“O Auxílio-Aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Além do suporte financeiro, ele proporciona condições para que as mulheres possam se afastar de relações violentas e reconstruir seus projetos de vida com segurança e dignidade”, afirma a secretária.
Como funciona
O benefício é de R$ 500 mensais por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período, e busca garantir condições financeiras para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com mais segurança.
Além do repasse, o programa articula outras políticas públicas municipais e amplia o acesso das beneficiárias a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento.
Podem solicitar o benefício mulheres que tenham medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e tenham renda, até o momento da separação, de até dois salários mínimos.
O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes.
Após análise e aprovação, o valor é depositado diretamente na Poupança Social do Banco do Brasil.
Nos municípios que ainda não aderiram, a mulher pode enviar a solicitação diretamente à SEDS pelo e-mail auxiliomulher.seds@sp.gov.br.
Onde buscar atendimento
Assistência Social: CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
Saúde: UBS (Unidades Básicas de Saúde), pronto-socorros e hospitais.
Segurança Pública: DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), distritos policiais, batalhões da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil.
Canais de orientação e denúncia: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190, em situações de emergência.

