Pindamonhangaba gasta R$ 400 mil por mês com descarte irregular de entulho

Cerca de 1.150 toneladas são retiradas mensalmente de ruas e áreas verdes, volume equivalente a 230 caminhões; cidade mantém 12 PEVs para descarte correto

Entulho descartado irregularmente em área pública de Pindamonhangaba. (Foto: Divulgação/PMP)

O descarte irregular em Pindamonhangaba gera um custo médio de R$ 400 mil por mês para a retirada de lixo, entulho e materiais inservíveis abandonados em ruas, calçadas e áreas verdes. Mensalmente, cerca de 1.150 toneladas precisam ser recolhidas — volume equivalente a aproximadamente 230 caminhões.

O problema vai além do impacto financeiro. Resíduos descartados de forma inadequada podem obstruir galerias e bocas de lobo, dificultar o escoamento da água durante as chuvas e favorecer a presença de ratos, baratas, escorpiões e outros animais.

Ao mesmo tempo, Pindamonhangaba mantém 12 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) distribuídos pelo município, além da coleta domiciliar e do recolhimento de materiais recicláveis.

R$ 400 mil por mês para limpar pontos de descarte

As equipes responsáveis pela limpeza retiram todos os meses aproximadamente 1.150 toneladas de resíduos descartados irregularmente em espaços públicos.

Considerando o volume médio transportado, são cerca de 230 caminhões de material por mês.

O serviço representa uma despesa média mensal de R$ 400 mil, incluindo operações necessárias para recolher e dar destinação aos resíduos abandonados.

Esse dinheiro sai do orçamento municipal e, segundo a administração, poderia ser destinado a outras demandas da cidade, incluindo saúde, educação e obras de infraestrutura.

Em um período de 12 meses, mantido o mesmo gasto médio, o custo da operação pode representar cerca de R$ 4,8 milhões.

Locais voltam a receber lixo após limpeza

Um dos principais desafios está na reincidência.

Há pontos que passam por limpeza e, pouco tempo depois, voltam a receber entulho, móveis, restos de materiais e outros resíduos.

Em alguns casos, o descarte irregular ocorre inclusive nas proximidades dos próprios PEVs, criados justamente para facilitar a destinação adequada de materiais que não devem ser abandonados em ruas, terrenos ou áreas verdes.

O resultado é um ciclo em que equipes precisam retornar repetidamente aos mesmos locais para realizar novos serviços de retirada e limpeza.

Entulho pode aumentar risco de alagamentos

Para o morador, os efeitos não ficam restritos à aparência das ruas.

Quando lixo e entulho chegam a galerias, bocas de lobo e outros componentes do sistema de drenagem, podem dificultar a passagem da água.

Em períodos de chuva forte, essa obstrução pode contribuir para alagamentos e outros transtornos em áreas urbanas.

Materiais abandonados também podem acumular água ou formar ambientes favoráveis à presença de animais e pragas urbanas.

Por isso, o descarte correto ajuda não apenas na limpeza da cidade, mas também na prevenção de problemas ambientais, sanitários e de drenagem.

Cidade tem 12 PEVs para receber materiais

Pindamonhangaba conta atualmente com 12 Pontos de Entrega Voluntária, distribuídos por diferentes regiões do município.

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Os PEVs funcionam inclusive aos sábados e domingos e oferecem uma alternativa para a destinação adequada de materiais aceitos nesses espaços.

A cidade também possui coleta de lixo domiciliar pelo menos três vezes por semana, com alguns pontos centrais atendidos diariamente.

Já a coleta de materiais recicláveis ocorre uma vez por semana em todo o município.

A utilização desses serviços evita que resíduos sejam deixados em calçadas, terrenos, margens de córregos e áreas verdes.

Denúncia pode ajudar a identificar quem faz o descarte

Moradores também podem contribuir com a fiscalização denunciando situações de descarte irregular.

O canal informado para denúncias é o WhatsApp (12) 3644-5600.

Para aumentar a possibilidade de identificação do responsável, é importante registrar foto ou vídeo do momento do descarte, principalmente quando as imagens permitem visualizar a placa do veículo envolvido.

A orientação vale para carros, motocicletas, caminhonetes e caminhões.

Com a identificação da placa, a fiscalização pode consultar os dados do veículo e adotar as medidas previstas na legislação.

Multa pode chegar a R$ 2.711

O descarte irregular está sujeito a penalidades previstas no Código de Posturas do Município.

Quando o responsável é identificado, a multa pode chegar a R$ 2.711, conforme a legislação municipal.

A fiscalização já utiliza registros enviados por moradores para identificar veículos envolvidos e responsabilizar os proprietários.

A colaboração da população é especialmente importante porque muitas ocorrências acontecem rapidamente e sem a presença de agentes públicos no local.

Um registro que mostre claramente o descarte e permita identificar o veículo aumenta a possibilidade de fiscalização.

Descarte correto reduz custo para toda a cidade

Além da fiscalização, ações de conscientização são realizadas em escolas, praças, parques e outros espaços da cidade.

Mas os números mostram que a destinação correta dos resíduos também depende diretamente da participação dos moradores.

Utilizar a coleta disponível e os PEVs, em vez de abandonar entulho em espaços públicos, reduz a necessidade de novas operações de limpeza e os impactos ambientais e urbanos.

Com um gasto médio de R$ 400 mil todos os meses, o descarte irregular acaba gerando uma conta que é suportada pelo orçamento público e, consequentemente, por toda a cidade.


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