
O golpe do QR Code do Pix pode desviar pagamentos feitos em lojas virtuais para contas de criminosos. O alerta é do Procon-SP, que orienta os consumidores a verificarem os dados do destinatário antes de autorizar qualquer transferência.
A fraude altera o QR Code apresentado na página de pagamento. A adulteração também pode atingir o código utilizado na opção Pix “copia e cola”.
O valor da compra pode continuar correto. Por isso, conferir apenas a quantia não é suficiente para identificar o golpe.
O que conferir antes de pagar por Pix
Após ler o QR Code ou inserir o código “copia e cola”, o aplicativo do banco apresenta as informações do recebedor.
Antes de confirmar, o consumidor deve verificar:
- Nome ou razão social do destinatário.
- CPF ou CNPJ apresentado.
- Nome da loja onde a compra foi realizada.
- Instituição responsável pelo processamento do pagamento.
- Valor total da operação.
Quando a loja utiliza uma empresa intermediadora, o nome exibido pode ser o da instituição de pagamento. Nesse caso, a informação deve corresponder àquela apresentada durante o processo de compra.
Se aparecer um destinatário desconhecido ou sem relação com a loja, o pagamento não deve ser concluído.
O que fazer após cair no golpe
Ao perceber que o dinheiro foi enviado para um destinatário diferente, o consumidor deve entrar imediatamente em contato com o banco ou a instituição de pagamento.
A orientação é informar que a transação decorreu de fraude, registrar a contestação e solicitar a recuperação dos valores pelo Mecanismo Especial de Devolução, o MED.
A contestação pode estar disponível diretamente no aplicativo da instituição financeira. O cliente também pode utilizar os canais oficiais de atendimento do banco.
O consumidor deve ainda avisar a loja e guardar:
- Comprovante do Pix.
- Número e dados do pedido.
- Capturas da página de pagamento.
- Conversas e protocolos de atendimento.
- Dados exibidos pelo aplicativo bancário.
Prazo do MED chega a 80 dias
As regras atuais permitem a contestação pelo MED em transações realizadas há até 80 dias. Apesar do prazo, o pedido deve ser feito o mais rapidamente possível.
Quanto antes a fraude for comunicada, maior pode ser a possibilidade de bloqueio do dinheiro ainda disponível nas contas envolvidas.
A abertura do procedimento não garante a devolução. O caso será analisado pelas instituições financeiras, e a recuperação dependerá, entre outros fatores, da identificação da fraude e da existência de saldo.
O guia do Banco Central estabelece que o mecanismo é destinado a casos de golpe, fraude ou crime.
O MED não deve ser utilizado para simples erro no preenchimento do Pix, envio voluntário à pessoa errada ou desacordo comercial com o vendedor.
📍 Acompanhe mais informações de Utilidade Pública & Serviços no PortalR3.

