Histórico: Nívia de Lima é a 1ª técnica a vencer na história da Copinha

Treinadora da Chapecoense comandou o triunfo diante por 3 a 2 diante do Volta Redonda no último sábado (3)

(CRÉDITO: NAIANA MARSSONA/ACF)

Quando Paulo Sergio dos Santos apitou o fim da partida entre Chapecoense e Volta Redonda no último sábado (3), o árbitro não imaginava, mas havia decretado um feito histórico na Copinha Sil 2026.

Logo em sua estreia na longeva Copa São Paulo de Futebol Júnior, Nívia de Lima, técnica da Chapecoense, havia se tornado a primeira mulher a conquistar uma vitória na competição.

Em Santa Fé do Sul, Nívia de Lima fez a sua estreia na história da Copa São Paulo e logo de cara colocou-se no posto de ser a primeira mulher a comandar uma vitória no torneio.

Os dois gols do centroavante Alberto e o outro do meio-campista Caio Henrique coroaram a tarde do último sábado na vitória do Índio Guerreiro diante do Volta Redonda, por 3 a 2.

“É a validação da minha carreira e da minha competência: chegar ao comando e ainda vencer faz com que o foco se direcione ao meu trabalho e não ao fato de ser mulher.

É um marco pessoal e legado depois de muita resiliência e de toda uma trajetória na base. No fim, não é sobre ser mulher, mas sim sobre competência, método e resultado e quando isso aparece, vira caminho”, enfatizou a técnica.

Aos 44 anos, Nívia está na Chapecoense desde 2012. Ela conta com passagens pelas categorias Sub-12, Sub-15, Sub-17 e Sub-20. Em 2025, chegou à final do Campeonato Catarinense Sub-20 e assumiu o comando da equipe profissional alviverde para a disputa da Copa Santa Catarina.

“Por ser um ambiente historicamente masculino, o símbolo vai além do esporte, vira mensagem de liderança, competência e constância. Isso é ainda mais forte quando a gente olha o contexto, pois até no futebol feminino a presença de treinadoras ainda é baixa”, destacou.

Passado, presente e futuro…
Nívia de Lima ‘superou’ o feito da Nilmara Alves, primeira mulher a comandar um time na Copinha, em 2017, ano em que comandou o Manthiqueira. Na oportunidade, o time do Vale do Paraíba obteve três empates e uma derrota.

A pioneira no quesito vitórias falou sobre a perspectiva da presença feminina no futebol em modo geral. “Mulheres treinadoras na base do masculino podem virar uma tendência e faz sentido que isso aconteça primeiro nas categorias de formação.

A base valoriza muito o processo: pedagogia, desenvolvimento do atleta, organização, construção de cultura e consistência diária”, dissertou antes de completar.

“É um movimento que tende a ser gradual porque ainda existe um ‘funil’ de oportunidades e muitas vezes a cobrança sobre a mulher é desproporcional.

Mesmo assim, cada vez que uma treinadora assume e entrega, ela não só valida o próprio trabalho, como também cria um precedente importante, pois normaliza a presença feminina no comando e abre portas para que outros clubes confiem e deem continuidade”, finalizou.

Com três pontos acumulados no Grupo 1, a Chapecoense enfrenta o Atlético (BA) nesta terça-feira (6), às 15h15, em Santa Fé do Sul. O duelo entre os líderes da chave será transmitido no canal Ulisses TV no YouTube.

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