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Rede transporta vida para os pacientes do Hospital Municipal em São José

Ana Cleo faz ronda para verificar o armazenamento dos gases, conferindo os índices de vários aparelhos da rede de gases, que precisa funcionar com 100% de acerto, o tempo todo. (Foto: Divulgação/PMSJC)

O HM de São José dos Campos é um hospital de fôlego. Por trás dos leitos da maternidade, UTIs, centro cirúrgico, enfermarias, pediatria, pronto-socorro e outros pontos, funciona a rede de gases, um setor que precisa operar com 100% de acerto em 100% do tempo.

Conhecer a rede de gases é como estar onde bate o coração do Hospital Municipal. Ali acontece o fluxo de distribuição de oxigênio, ar comprimido e vácuo, tudo funcionando de forma autônoma em um sistema controlado por telemetria e acompanhado de perto pela equipe da Engenharia Clínica.

Quando um paciente precisa receber uma inalação, por exemplo, ele é colocado próximo a um dos bicos de saída da rede de gases instalados por todo o prédio. São corredeiras de canos que transportam vida. Basta acionar uma válvula e o oxigênio chega para quem precisa de fôlego.

Na área da rede de gases tudo é grandioso. Um tanque com cerca de 15 metros de altura armazena 30 mil litros de oxigênio líquido, que garante o consumo médio de um mês do Hospital Municipal. O próprio sistema avisa quando é necessário abastecer.

No tanque, o oxigênio é armazenado a 182,9ºC negativos. Para entrar na rede, ele vai sendo resfriado por um sistema de evaporadores que faz a conversão para o estado gasoso. É um processo que não para de acontecer nem por um segundo.

Checagem

“Temos três rondas diárias para a checagem dos parâmetros e anotação de todos os índices. Verificamos estoque de cilindros, pressão dos compressores, cada detalhe. São três redes, cada uma com um tipo de armazenamento”, disse Alison Rai Ferreira Pereira, engenheiro hospitalar do HM.

Ana Cleo da Costa, auxiliar técnica em equipamentos médicos, faz parte da equipe das rondas há 11 anos, fiscalizando o armazenamento de produtos invisíveis. “Sei que é um trabalho é da maior importância e tem que ser feito com atenção em todas as etapas”, afirmou.

As três redes transportam vida ininterruptamente — o oxigênio está em todos os setores do hospital o tempo todo. A rede de vácuo gera pressão negativa que permite aspirar pacientes durante cirurgias e procedimentos diversos.

O ar comprimido é usado junto com o oxigênio para tratar pacientes em ventilação mecânica, em porcentagens específicas, prescritas pelo médico para cada caso. A mistura é feita pelos próprios ventiladores mecânicos, ligados à rede de gases.

Pandemia

Quem trabalha na rede de gases não esquece da época da pandemia de covid, quando o consumo era extremamente alto e, apesar disso, diferente de outros lugares, nunca faltou oxigênio no Hospital Municipal.

“Durante a pandemia, gastamos de 5 a 6 vezes mais que a média mensal de oxigênio, que varia entre 26 e 27 mil litros. Em maio de 2021, por exemplo, o hospital consumiu 125.865 mil litros de oxigênio em 30 dias”, disse Alison.

À época, a fumaça provocada pelos evaporadores da rede de gases no processo de conversão do oxigênio podia ser vista fora do hospital.

Além da rede de gases, a Engenharia Clínica é responsável pela compra e manutenção de mais de 2 mil equipamentos do Hospital Municipal, como tomógrafo, autoclaves, ventiladores pulmonares, entre outros.

O Hospital Municipal é mantido pela Prefeitura de São José dos Campos e gerenciado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).

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