publicidade
𝑝𝘶𝑏𝘭𝑖𝘤𝑖𝘥𝑎𝘥𝑒

Equipes realizam monitoramento ambiental no entorno do USS “George Washington” fundeado na Baía de Guanabara

A SecNSNQ, criada pelo Decreto 11.286/2022, é um órgão de assistência direta ao Comandante da Marinha

O USS “George Washington”, fundeado na Baía de Guanabara. (Foto: Marinha do Brasil)

No dia 20 de maio, o Navio Aeródromo com Propulsão Nuclear “George Washington” (US Navy) fundeou no interior da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, marcando o encerramento da Operação “Southern Seas”.

Para garantir a segurança nuclear e monitorar o ambiente, a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), em colaboração com o Batalhão de Defesa Nuclear, Bacteriológica, Química e Radiológica (BtlDefNBQR) e o Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), com o apoio do Comando do 1° Distrito Naval (Com1DN) e da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), iniciou atividades de medição de radiação no ar, na água e nos sedimentos marinhos da Baía de Guanabara. Essas atividades começaram anteriormente à chegada do navio e continuarão durante todo o período de fundeio, incluindo o dia após a sua partida.

Equipes da SecNSNQ, BtlDefNBQR e IRD realizam monitoramento ambiental no entorno do USS “George Washington”, fundeado na Baía de Guanabara

O Secretário Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), Almirante de Esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, explica que o objetivo é assegurar que não haja contaminação radiológica proveniente dos reatores nucleares do navio ou da água de resfriamento descarregada. Além do monitoramento ambiental, estão sendo realizadas medições radiológicas nos tripulantes licenciados do “George Washington”, bem como nos materiais, lixos e águas servidas retirados do navio. “Esse protocolo, supervisionado pela SecNSNQ visa garantir a segurança radiológica no meio ambiente do entorno das cidades do Rio de Janeiro e de Niterói”.

O Secretário Adjunto de Segurança Nuclear e Qualidade, Contra-Almirante (EN) Humberto Morais Ruivo, pontua que “as atividades de monitoração ambiental são a certeza de que tanto os Estados Unidos da América, responsável pela segurança de seus meios dotados com propulsão nuclear, assim como o Estado brasileiro, por meio de sua instituição normatizadora atribui atenção especial às medidas preconizadas para a segurança nuclear naval”. Ele destacou, também, a “importância da parceria estratégica mantida entre a CNEN e IRD com as organizações militares da Marinha responsáveis pelo setor nuclear”.

Equipes da SecNSNQ, BtlDefNBQR e IRD realizam monitoramento ambiental no entorno do USS “George Washington”, fundeado na Baía de Guanabara. (Foto: Marinha do Brasil)

O Diretor do IRD, Dr. André Quadros, ressaltou que “O IRD é uma unidade da CNEN, que tem como uma de suas principais atribuições a prestação de suporte técnico-científico na área de proteção radiológica ambiental, com foco no processo de licenciamento e fiscalização de instalações nucleares do país. Com muita satisfação recebemos o convite para atuarmos em cooperação técnica com a SecNSNQ/MB nas ações de proteção radiológica da Baía da Guanabara, durante a visita do porta-aviões USS George Washington. Durante toda a visita realizaremos, junto com a SecNSNQ e o BtlDefNBQR, o rastreamento radiológico do em torno da embarcação, além de coleta de água e sedimentos da Baía da Guanabara para análise nos laboratórios do IRD. Essa ação é fundamental para que juntos, SecNSNQ, CNEN e IRD, possamos garantir que a passagem do porta-aviões no Rio de Janeiro respeitou as medidas de proteção radiológica vigentes.”

Equipes da SecNSNQ, BtlDefNBQR e IRD realizam monitoramento ambiental no entorno do USS “George Washington”, fundeado na Baía de Guanabara

A SecNSNQ, criada pelo Decreto 11.286/2022, é um órgão de assistência direta ao Comandante da Marinha, tem por tarefas principais, regular, licenciar, fiscalizar e controlar submarinos, navios de superfície, plataformas ou embarcações que empreguem reatores nucleares como fontes de energia próprias ou para terceiros, especialmente nas Águas Jurisdicionais Brasileiras, com o propósito de proteger as tripulações, a população, o patrimônio e o meio ambiente, contra os efeitos indesejáveis das radiações ionizantes.

Botão Voltar ao topo