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Festival Indígena segue até domingo na Aldeia Rio Silveiras em São Sebastião

(Foto: Divulgação/PMSS)

Na sexta-feira (19), Dia dos Povos Indígenas, dezenas de munícipes e turistas estiveram na Aldeia Rio Silveiras, em Boraceia, para aproveitar e curtir o Festival Indígena que começou no último dia 16 e segue até domingo (21), na reserva que fica na Costa Sul de São Sebastião.

As festividades são realizadas pela Prefeitura, por meio da Fundação Educacional e Cultura ‘Deodato Sant’Anna” (Fundass) e Secretaria de Turismo (SETUR).

As comemorações, que são abertas ao público, ocorrem das 9h às 17h, e contam com diversas atividades de valorização à cultura dos povos originários, como apresentações de dança, demonstrações de arco e flecha, pintura corporal, cantos de agradecimento na Casa de Reza, além de exposições de artesanatos produzidos pelos indígenas da aldeia. Plantas nativas e comidas tradicionais da cultura Guarani também podem ser apreciadas.

Foi o que fez a moradora de Caraguatatuba, Lisa Aranha, 43 anos, que foi com o marido prestigiar as festividades após ouvir sobre a festa. “Estou aqui pela primeira vez e adorei”, conta.

Já o perito judicial Rubens Amâncio dos Santos, 66 anos, morador do bairro de Juquehy, conta que está sempre visitando a aldeia e destacou a importância de manter viva a cultura indígena.

“Acompanho eles desde a primeira aldeia, acho importante para manter viva essa cultura indígena e sempre venho aqui, independente da época de comemoração ou não”, enfatizou.

Quem também estava a caminho da reserva e foi surpreendido pelo festival, foi o turista de Agudos (SP), Gustavo Almeida, 56 anos. “Estou achando muito bonito, principalmente a linguagem deles, muito curioso para a gente que não conhece.”, elogiou.

Em seu discurso na abertura do festival, o Cacique Adolfo Timóteo ‘Wera Mirim’, liderança responsável pela reserva, lembrou que essa data é também um manifesto de resistência para mostrar à sociedade a luta constante dos povos indígenas na defesa do território, terras e riquezas naturais.

“Ainda hoje lutamos pela regularização das nossas terras, homologação e também por melhor educação dos jovens indígenas para que tenhamos nossa autonomia. Estamos em época de evolução e isso ocorrerá através da educação.”, frisou.

O cacique falou também sobre a importância desse dia. “Hoje preservamos nossa cultura, nossos cantos, nossa língua, artesanato, pintura e abrimos esse espaço para que o povo possa conhecer a comunidade, a aldeia, nosso trabalho”, acrescentou.

Além das atividades do festival, os visitantes também podem explorar as trilhas e cachoeiras presentes na reserva indígena, proporcionando uma experiência mais completa e imersiva na cultura local.

Interessados em ir em outra oportunidade podem entrar em contato com o Cacique Adolfo por meio do whatsapp (11) 94231-7570 e agendar uma visita.

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