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Fim de ano e férias colocam o Banco de Leite do HM em alerta

Enfermeira do hospital confere pote de leite materno em geladeira

Enfermeira do hospital confere pote de leite materno em geladeira – Foto: PMSJC

O Ambulatório da Mulher, no Hospital Municipal, entra em alerta nesta época do ano com o período de festas e férias escolares, que afetam a captação de leite materno em São José dos Campos.

“Não está faltando leite, mas o estoque fica reduzido”, disse a enfermeira clínica Helen Faria, responsável pelo ambulatório e pelo banco de leite. “São os meses de férias escolares, e muitas famílias viajam já em dezembro ou têm a rotina modificada. Estamos recebendo doações, mas é um período de alerta para o banco.”

A redução do estoque, que às vezes chega a quase 40%, começa em dezembro e vai até fevereiro. Segundo Helen, para que a queda não chegue a comprometer a oferta, a equipe trabalha o ano todo para que nenhum bebê que precise fique sem receber leite materno.

O banco de leite abastece os bebês prematuros do Hospital Municipal e de todos os hospitais da cidade, públicos e particulares. No HM, o leite materno é oferecido para a UTI neonatal, que cuida dos recém-nascidos prematuros e prematuros extremos (desde 24 semanas de gestação), casos em que as mães precisam de ajuda para a produção de leite, pois o bebê nasceu muito antes do tempo ideal, de 40 semanas.

Como doar

O primeiro passo para a doação é ligar para o Hospital Municipal, pelo telefone 3901-3507, para se cadastrar e receber as orientações iniciais. A doadora não precisa sair de casa. O banco recolhe o leite no endereço de quem está doando.

A próxima etapa é a visita da equipe do banco de leite na casa da pessoa interessada para conversar com ela, explicar o processo e coletar material para exames. Somente após a constatação de que a mãe é uma pessoa saudável, a doação é aprovada.

A equipe leva potes, máscaras e toucas para a casa da doadora e passa para recolher o leite após 7 dias. As mães recebem todas as instruções para fazer o armazenamento dentro dos padrões de higiene exigidos.

No banco, o leite é pasteurizado, passando por um processo específico, com temperaturas acima de 60 graus Celsius. Só depois disso o produto é fracionado, etiquetado e colocado em geladeiras próprias. O processo é seguro e garante o melhor alimento para os bebês.

“O banco de leite dá todo o suporte para as mães que quiserem doar a sobra de leite”, afirma Helen. “É um gesto de amor ao próximo que ajuda muitas crianças.”

O Hospital Municipal é mantido pela Prefeitura de São José dos Campos e gerenciado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).

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