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Marinha do Brasil recepciona Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências e realiza entrega do Prêmio Almirante Álvaro Alberto

O Prêmio Almirante Álvaro Alberto, considerado a maior premiação em Ciência e Tecnologia do País, foi criado em 1981 e homenageia o criador e primeiro presidente do CNPq – Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva

Na ocasião, ainda foram entregues os títulos de Pesquisadores Eméritos do CNPq e Menções Honrosas de Agradecimento, além da posse dos novos membros da ABC. (Foto: Divulgação/MD)

A Marinha do Brasil recebeu, no dia 10 de maio, a Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Durante a Sessão Solene, realizada na Escola Naval, localizada na Ilha de Villegagnon (Rio de Janeiro – RJ), foi efetuada a Entrega do Prêmio Almirante Álvaro Alberto (PAAA) para a Ciência e Tecnologia, parceria da Marinha do Brasil com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Na ocasião, ainda foram entregues os títulos de Pesquisadores Eméritos do CNPq e Menções Honrosas de Agradecimento, além da posse dos novos membros da ABC.

O Prêmio Almirante Álvaro Alberto, considerado a maior premiação em Ciência e Tecnologia do País, foi criado em 1981 e homenageia o criador e primeiro presidente do CNPq – Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, defensor do desenvolvimento científico e tecnológico intimamente ligado à prosperidade nacional e ao necessário investimento no potencial humano para tal.

O vencedor da 35ª edição do PAAA foi o epidemiologista brasileiro Cesar Gomes Victora, reconhecido por desenvolver estudos que nortearam as políticas públicas sobre amamentação e nutrição materno-infantil precoce e um dos mais proeminentes pensadores nos campos de desigualdades sociais e avaliação de programas de saúde.
“A Marinha do Brasil tem um compromisso histórico com o desenvolvimento tecnológico e científico nacional, e o Prêmio Almirante Álvaro Alberto representa uma das principais iniciativas para incentivar e reconhecer a excelência nesses campos, reflexo do nosso comprometimento em promover a pesquisa de qualidade e contribuir para o avanço da ciência no Brasil”, destacou o Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar. “Parabenizamos o pesquisador Cesar Victora, laureado deste ano, pelo merecido reconhecimento e esperamos que sua trajetória inspire novas gerações de cientistas e pesquisadores brasileiros a seguirem seus passos, dedicando-se incansavelmente à busca pelo conhecimento e à promoção do bem-estar da sociedade”, disse.

De Aspirante à Almirante: legado para ciência e tecnologia
Álvaro Alberto ingressou na Escola Naval (EN) em 1906, onde se formou como Oficial da Marinha. Mais tarde, fez graduação em Física e em Engenharia Geográfica e passou a lecionar a matéria “Química dos Explosivos”. Por mais de 30 anos, se dedicou ao magistério e a pesquisas, especialmente nas áreas de explosivos e de energia nuclear, além de colaborar na criação de uma tinta anti-incrustante que impedia a fixação de organismos no casco dos navios.

(Foto: Divulgação/MB)

Em 1946, após o fim da 2ª Guerra Mundial, o Almirante Álvaro Alberto propôs ao governo a criação de um conselho nacional de pesquisa com a finalidade de promover e estimular o desenvolvimento da investigação científica e tecnológica. Foi, então, que ele idealizou o atual CNPq, sendo também o primeiro Presidente do órgão.
Álvaro Alberto foi o pioneiro no Brasil nos estudos sobre energia nuclear e importante para a criação do Programa Nuclear Brasileiro. Foi o representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica do Conselho de Segurança da Organização da Nações Unidas e, ainda, exerceu o cargo de Presidente na Academia Brasileira de Ciências e na Liga Nacional de Defesa.

Premiado
Considerado um dos mais respeitados epidemiologistas em saúde infantil no mundo, premiado no Brasil e no exterior, Cesar Victora é Professor Emérito da Universidade Federal de Pelotas (RS), onde foi admitido em 1977 após graduar-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 1983, obteve o título de PhD em Epidemiologia da Assistência Médica pela Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres. Em 2018, recebeu um Doutorado Honoris Causa da UFRGS. Realizou extensas pesquisas em diversos estados do Brasil, atuando como pesquisador e consultor em mais de 40 países, assessorando a Organização Mundial da Saúde e a UNICEF.

Cesar Victora é Professor Emérito da Universidade Federal de Pelotas (RS), onde foi admitido em 1977 após graduar-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). (Foto: Divulgação/MB)

Com mais de 700 publicações científicas, estuda as desigualdades em saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil em países de baixa e média renda. Sua equipe de pesquisa analisa dados de mais de 110 países para avaliar a equidade na cobertura de intervenções de saúde comprovadamente eficazes para prevenir a mortalidade de mães, crianças e recém-nascidos. O trabalho faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas, vigente até 2030.

O agraciado recebeu uma medalha, do MCTI, e um diploma e premiação em espécie ofertados pelo CNPq. A Marinha ofereceu, ainda, uma viagem a bordo de um Navio de Assistência Hospitalar na Amazônia, oportunidade com alinhamento singular a sua trajetória como líder em saúde, e uma viagem à Antártica, onde se desenvolvem pesquisas estratégicas de interesse do Brasil.

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