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Hipismo: Doda Miranda fatura GP Internacional em Curitiba

Medalhista olímpico e pan-americano, Doda destacou sua meta de voltar a integrar o Time Brasil e fez uma dedicatória especial ao seu mestre na juventude Cel Renyldo Ferreira, ícone do hipismo brasileiro e formador gerações de campeões, falecido aos 99 anos em 28/4.

Doda Miranda e Dinozo Un Prince a caminho da vitória do GP Internacional, 1.60m. (Foto: Grace Cambraia)

No sábado, 29/4, o ponto alto do Internacional de Salto na Sociedade Hípica Paranaense em Curitiba foi o GP World Cup Qualifier, a 1.55/1.60m, válido pela 2ª etapa do ranking brasileiro senior top, observatória pan-americana e seletiva da liga sul-americana para a Final da Copa do Mundo 2024. Dos 38 conjuntos, 10 foram para a 2ª e decisiva volta e três garantiram duplo no percurso idealizado pela course-designer internacional Marina Azevedo que também vai armar o Pan-americano 2023 no Chile. Último a largar, o cavaleiro olímpico e medalhista pan-americano Doda Miranda levou DTC Dinozo Un Prince, jovem sela francês que completa 10 anos no início de maio, à vitória com dois percursos perfeitos e o tempo de em 55s21.

Com apenas 13 centésimos de diferença, o olímpico e atual bicampeão brasileiro senior top Stephan Barcha com Chevaux Chantilly JMen, dupla que venceu a qualificativa do GP em 27/4, foi vice, sem faltas, em 55s34. Ivo Roza filho e seu Legendary JMen também andaram na mesma casa decimal, 55s80, conquistando a 3ª colocação fechando a roda do trio sem faltas nos obstáculos nos dois percursos.

Em 4º lugar chegou Artemus de Almeia com seu Dubruc JMen que fechou a 1ª volta com apenas 2 pontos perdidos e percurso limpo na 2ª, sem 70s02. O argentino Leandro Moschini, campeão do GP Internacional em Curitiba em 2022, com Abril Iconthon emplacou em 5º lugar, com somente um derrube na 2ª volta, em 55s99. Lucio Osório e Etonian Master Polana completaram o placar em 6º lugar, um falta, 58s32.

Para Doda Miranda, 50, dono de dois bronze por equipes olímpicos 1996/2000 e três medalhas pan-americana: ouro em 1999, bronze em 2003 e prata em 2011, o resultado teve sabor especial. “Fico muito feliz e honrado com essa vitória, realmente foi um GP exigente com importantes cavaleiros do Brasil e Argentina e isso representa muita para mim. Venho treinando duro para merecer um dia estar ao time brasileiro e, graças a Deus, momentos como o de hoje, nos deixam mais confiantes e seguros”, pontuou o cavaleiro, que recém foi pai pela terceira vez.

“Estou vivendo um mês e ano maravilhoso, recebendo filha Giulinha há pouco mais de uma semana. Então realmente eu estou muito feliz. Estou construindo uma família linda ao lado da minha esposa Denize que é uma guerreira e grande parceira, meus outros filhos Vivi e Dodinha. Agradeço a toda minha família e equipe”, que ainda fez uma homenagem especial ao seu grande mestre na juventude, o cavaleiro de quatro Olimpíadas Cel Renyldo Pedro Guimarães Ferreira, falecido aos 99 anos em 28/4.

“Queria também dizer que dedico essa vitória a meu grande mestre Cel Renyldo Ferreira, graças a ele eu aprendi a ser muito mais determinado, disciplinado. Realmente ele jogava muito duro com todos alunos no sentido de cobrar disciplina, determinação, além de toda parte técnica e amor aos cavalos. Então coloco essa medalha no Cel Renyldo, no lugar mais lindo que possa existir, tenho certeza que está ao lado de Deus. Muito obrigado Coronel, eu te amo para sempre.”

Ao todo integram a long-list 38 candidatos a uma vaga no Time Brasil nos Jogos Pan-americanos 2023 no Chile, entre 20/10 e 5/11. As três primeiras equipes garantem a vaga de seus países nos Jogos Olímpicos Paris 2024.

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