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FLIM tem mesa literária sobre o recém-lançado livro Recicladores de Sonhos

Publicação revela perfis de catadores e catadoras de materiais recicláveis de diversas regiões do país, que tornam possível a reciclagem no Brasil

Mulheres, homens e cooperativas que fazem a reciclagem no Brasil acontecer viraram tema de um livro recém-lançado, que conta histórias de superação e perseverança.

São 31 catadores e catadoras que ganharam nomes e rostos na publicação “Recicladores de Sonhos”, que será tema de uma mesa literária no painel de abertura da Festa Literomusical de São José dos Campos (FLIM).na próxima quinta-feira (15), às 19h.

Farão parte da mesa Cristiano Cardoso, presidente da Cooperativa Recifavela de São Paulo, um dos personagens do livro; Kátia Rocha, diretora da Rede Educare – empresa idealizadora e realizadora do livro – , e Estevão Braga, diretor de sustentabilidade da multinacional Ball.

A obra reconhece os catadores como protagonistas na grande corrente pela sustentabilidade. O conteúdo traz relatos recolhidos em todos os cantos do Brasil, que mostram os desafios diários dos catadores que percorrem as ruas do país, realizando um trabalho que promove impactos positivos para o meio ambiente, para a economia e para o poder público.

Com textos do jornalista e escritor Jeferson de Sousa, a publicação tem 200 páginas e é uma realização da Rede Educare com patrocínio da Novelis, via Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura.

O objetivo da mesa literária da FLIM é debater sobre consumo consciente, sobre a importância de livros que tratam sobre sustentabilidade, e também sobre como o acesso à leitura impacta na vida desses catadores.

“A reciclagem é um dos pilares da sustentabilidade, e o livro é uma oportunidade de conhecer a história de vida dessas heroínas e heróis, um pouco do seu cotidiano, dos seus sonhos, do amor à causa e da parceria no cooperativismo. Vale lembrar que não são histórias sobre eles, e sim histórias contadas por eles próprios. Nós, da Rede Educare, acreditamos que esse é o caminho para um futuro mais circular, justo e resiliente”, comenta Kátia Rocha, diretora da Rede Educare.

Em média, cada brasileiro produz por dia 1,7 kg de resíduos sólidos. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são as catadoras e os catadores, espalhados por centenas de cidades do território nacional, os responsáveis por quase 90% dos materiais coletados no país.

Ao fazer uma imersão na trajetória desses homens e mulheres, “Recicladores de Sonhos” valoriza o lado humano e social de cada um desses trabalhadores. A publicação pode ser baixada gratuitamente pelo site da Rede Educare www.redeeducare.com.br ou comprada fisicamente na Amazon.

“O livro mostra como a reciclagem transforma a vida das pessoas. Durante muitos anos, essa atividade foi vista de uma forma muito indigna e desrespeitada. Os catadores conseguiram trazer dignidade, valor e respeito a esta profissão, que fez com que eles crescessem como pessoa.

Tem histórias de indivíduos que deram a volta por cima para conseguir sobreviver, criar seus filhos, fundar entidades e se tornarem lideranças muito fortes superando inúmeros obstáculos. É uma história de vencedores”, afirma o escritor Jeferson de Sousa.

Juliana Silva

Vida reciclada – Uma das histórias retratadas no livro é da catadora Juliana da Silva, 38 anos, que mora em São Paulo. Aos 17 anos, com três filhas e sem perspectiva de trabalho formal, ela fez diversos bicos como ajudante de cozinha, faxineira e entregadora de folhetos para conseguir ajudar no sustento da família. Quando o marido, que era catador, se afastou das ruas por um problema de saúde, ela entrou para o universo da reciclagem. Em 2009, Juliana e outros catadores do Bom Retiro tentaram formar uma cooperativa, fizeram um curso de capacitação no Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), mas o projeto acabou não dando certo.

Obra tem a fotografia como linguagem artística. (Foto: Divulgação)

Só em 2013 a capacitação da qual Juliana participou deu origem à cooperativa Vitória do Belém, onde é presidente e atua com mais outros 15 cooperados.

Na cooperativa, ela realiza palestras e visitas monitoradas com grupos de escolas e empresas para conscientizar as pessoas sobre a importância da reciclagem. Para Juliana, a reciclagem foi uma revolução na sua vida, mudando completamente a sua visão sobre o trabalho, o meio ambiente e responsabilidade social.

“Eu vejo os recicladores como verdadeiros agentes ambientais, ajudamos na sobrevivência do meio ambiente e a evitar a proliferação de doenças. Estou vendo nossa profissão sendo cada vez mais reconhecida. Com a reciclagem eu tive uma mudança pessoal muito grande. Consegui sustentar minhas filhas e hoje todas trabalham diretamente ou indiretamente comigo”.

SERVIÇO

15 de setembro (quinta-feira)

Mesa Literária sobre o livro “Recicladores de Sonhos”

Onde: FLIM – Parque Vicentina Aranha

Horário: 19h

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