Brasil encerra com 3º lugar sua participação nos 7º Jogos Mundiais Militares

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Representação do Brasil com o pavilhão nacional na cerimônia de encerramento. (Foto: Suboficial Alexander, Time Militar Brasil)

Após 10 dias intensos de competições, termina em Wuhan a 7ª edição dos Jogos Mundiais Militares (7JMM). Entre as 109 nações participantes, China (1°), Rússia (2°) e Brasil (3°) são consagradas, nesta ordem, as três maiores potências do desporto militar mundial. Na edição anterior (2015), na Coréia do Sul, o Brasil ficou em 2° lugar, e na 5º edição (2011), no Rio de Janeiro, em 1° lugar.

A cerimônia de encerramento foi realizada no Jianghan University Gymnasium, de proporções menores em relação ao Wuhan Sports Center, onde ocorreu a abertura, entretanto, a emoção e o sentimento de acolhimento foi o mesmo. Cumprimentos em várias línguas, sorrisos, simpatia, cordialidade genuína e espontânea, a China mostrou que é gigante não só em população, mas na vontade de estreitar laços com o mundo.

Dragões e leões, figuram emblemáticas que refletem esplendor, força e poder, deram início ao clima de magia e mistério que envolveu todo o evento. Após um toque marcial com clarins, e o anúncio da chegada da Vice-Primeiro Ministro da República Popular da China, Sun Chunlan, foi hasteado o pavilhão nacional chinês, que tomou lugar e passou a tremular ao lado da bandeira do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM).

A mascote desta edição, chamada carinhosamente de Bingbing, foi inspirada no peixe chinês esturjão e seu nome significa soldado. Durante a cerimônia, ela chegou um pouco antes das bandeiras dos países e já começou a animar a plateia. Ninguém esperava que em determinado momento ela pudesse se encontrar com os demais mascotes das edições anteriores, resgatando lembranças tão agradáveis.

Em meio a todas as representações de países, o chefe da delegação francesa recebeu, das mãos do secretário-geral, coronel Fora Mamby Koita, o prêmio Fair Play, em reconhecimento à conduta correta, justa e exemplar de sua delegação.

23 bailarinas flutuam na arena do Ginásio Universitário de Jianghan. (Foto: Suboficial Alexander, Time Militar Brasil)

No decorrer de tantas atrações, também teve samba e futebol, além de reis e bailarinas, um grupo de 23 mulheres que dançavam como se flutuassem sobre o chão, de forma delicada e imperceptível. A quadra do ginásio tornou-se uma imensa tela de TV, na qual foram projetadas imagens e animações que mantiveram presos os olhos até dos menos atentos.

Numa sequência de declarações, as palavras finais à audiência ficaram para o presidente do CISM, coronel Hervé Piccirillo, o vice-secretário do Conselho Municipal de Wuhan, Sr. MA Guoqiang, a vice-primeira ministra da República Popular da China, Sra. Sun Chunlan, e o vice-presidente do Corpo Militar Central da República Popular da China, general XU Qiliang, o qual declarou oficialmente encerrados os 7o Jogos Mundiais Militares. E assim a bandeira do CISM foi mais uma vez arriada.

Ao final de quase 2 horas de cerimônia, a impressão que ficou é que real e irreal se misturaram e formaram um cenário fascinante. Peças que se moviam, personagens que surgiam tão repentinamente, músicas ora vibrantes ora comoventes, e uma audiência verdadeiramente impressionada. As linhas da história dos 7°JMM foram escritas cuidadosamente e com especial carinho, que ficarão para sempre em nossas memórias.

O placar final
Atrás apenas da Rússia (2º lugar) e da China (1º lugar), nação anfitriã dos jogos, Brasil fica em 3º lugar no placar geral de medalhas, com 88: 21 de ouro, 31 de prata e 36 de bronze.

A coletiva, que foi iniciada às 10h, no Centro de Imprensa dos Jogos, contou com a participação das mais altas autoridades do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM): o presidente, coronel Hervé Piccirillo, o secretário-geral, coronel Fora Mamby Koita, e o chefe executivo, Sr. Oliver Verhelle.

Ao ser questionado sobre as impressões a respeito de tantos recordes quebrados, o presidente do CISM pontuou que soldados são atletas, que devem ser preparados, treinados com foco no trabalho, para vencer! E assim, o resultado fica evidente. Ressaltou a inexistência de conflitos e violência entre atletas e delegações: “I feel everybody are happy”.

O Time Militar Brasil
A equipe brasileira que representou o país nos 7o Jogos Mundiais Militares era composta por 491 integrantes, entre militares e comissão técnica. Destes, 346 são atletas, que competiram com outras 108 nacionalidades dentro de 29 modalidades esportivas, tais como maratona aquática, ciclismo, esgrima, vôlei, futebol, pentatlo militar, entre outras.