VÍDEO: Interoperabilidade entre Marinhas e ajuda humanitária foram focos da UNITAS LX

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Dias e mais dias de treinamento, fazendo e refazendo cada operação quantas vezes fossem necessárias, corrigindo cada detalhe e assim, capacitando militares da Marinha do Brasil para o cumprimento de missões diversas de defesa e soberania nacional.

A UNITAS, um dos exercícios mais antigos realizados pela Marinha dos Estados Unidos, aconteceu no Brasil em 2019 e proporcionou a cada militar presente, a experiência do aprendizado para melhorar aquilo que faz, desde a parte de conforto de um navio, como a preparação de alimentos para uma tropa com muitos militares, até o aperfeiçoando técnicas de vôo, de tiro, de embarque e desembarque de tropas, de defesa aérea e detecção de submarinos, dentre tantas outras áreas abrangidas por um exercício tão complexo.

Durante a parte marítima do exercício foram realizadas diversas atividades, envolvendo helicópteros e caça da Marinha, navios do Brasil e de outros países, aviões da Força Aérea Brasileira, tiros noturnos, aperfeiçoamento de técnicas do Grupo de Mergulhadores de Combate, treinamento de combate à incêndio, dentre tantos outros. Nossa equipe, que esteve embarcada no Porta Helicópteros Multipropósito Atlântico, acompanhou e registrou diversas ações, vivenciando de muito perto, o aperfeiçoamento da tropa.

O comandante da Força Tarefa 401, contra-almirante Valicente, a bordo do navio capitânia PHM Atlântico, destacou a importância da realização do exercício naval, bem como enfatizou que é uma honra para o Brasil receber a sexagésima edição do evento que contempla a parte marítima e anfíbia. (vídeo)

Na parte anfíbia do exercício, a tropa realizou um desembarque na Restinga da Marambaia em carros anfíbios. No Teatro de Operações, a restinga foi transformada no país amarelo, devastado por conflitos internos e por um desastre natural.

O comandante de Operações Navais, vice-almirante Leonardo Puntel explicou o porquê da edição desse ano da UNITAS abranger tanto a parte marítima quanto a anfíbia, destacando que isso se faz necessário para treinar todos os temas táticos da Guerra Naval. (vídeo)

Em terra, a missão dos militares foi de prestar ajuda a população daquele país sob a égide de uma missão da ONU – Organização das Nações Unidas. LCACs da Marinha Americana e o L20 Marambaia trouxeram mais militares e equipamentos específicos para prestar ajuda humanitária ao país atingido, dentro da cinemática proposta para esse ano.

Na restinga, a imprensa pode acompanhar algumas das atividades realizadas pelos militares em prol da população daquele país, começando pela distribuição de água potável. Acompanhamos também a atuação da Defesa Civil – integrada à cinemática da operação – em resgates de atingidos pelo desastre natural, inclusive com a utilização de cães farejadores.

Simulação de resgate de vítimas de um desastre natural feito por profissionais da Defesa Civil do Rio de Janeiro. (Foto: Luis Claudio Antunes/PortalR3)

Os militares também montaram um hospital de campanha, com capacidade para realizar desde pequenos atendimentos até cirurgias mais complexas, como amputações. Os americanos ainda montaram uma estação de tratamento de água onde se captava água do mar transformando-a em água potável. O treinamento dos militares na Restinga da Marambaia buscou simular o mais próximo do possível, ações de ajuda humanitária em um país, seja ele com problemas de conflitos internos ou atingido por alguma catástrofe natural.

Operações foram comandadas do Porta Helicópteros Multipropósito “Atlântico”. (Foto: Luis Claudio Antunes/PortalR3)

Podemos concluir, depois de vários dias acompanhando a UNITAS, é que temos tropas de diversas nacionalidades mais entrosadas e militares da Marinha do Brasil bem preparados para o cumprimento do seu dever de defender e proteger os mares do nosso Brasil.

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