Professora de Pedagogia em Taubaté é finalista em concurso nacional

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Maria Teresa de Moura Ribeiro foi uma das nove finalistas do Prêmio Rubens Murillo Marques. (Foto: Leonardo Oliveira/ACOM)

A professora/doutora Maria Teresa de Moura Ribeiro, do curso de Pedagogia da Universidade de Taubaté (UNITAU), foi uma das nove finalistas do Prêmio Rubens Murillo Marques, organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC).

A iniciativa premia trabalhos de todo o país e busca valorizar e divulgar experiências educativas realizadas por docentes dos cursos de Licenciatura.

No final do mês de março, Teresa esteve em São Paulo, onde se reuniu com os demais finalistas do prêmio, para um encontro com a pesquisadora Katherine Merseth, professora sênior da Escola de Educação da Universidade de Harvard, nos EUA.

Matemática de um jeito fácil e descomplicado
O trabalho da docente da UNITAU foi um dos dois selecionados em todo o Estado de São Paulo. O projeto teve como foco as metodologias de ensino da matemática para os alunos de Pedagogia, disciplina em que atua na UNITAU. Segundo ela, quando os alunos descobrem que terão matemática na grade curricular ficam receosos quanto à matéria.

Diante disso, ela estudou uma maneira mais divertida de ensinar matemática para seus alunos. “Nós revisamos os conteúdos, porque tudo que eu trabalho com eles já foi visto na escola. Nesse momento, eles se surpreendem porque aprendem as coisas de uma maneira muito mais simples. Às vezes, é só um detalhe da forma de trabalhar a matemática que eles não tiveram, fazendo com que carregassem aquela dúvida por muito tempo, resultando no trauma com a disciplina”, comenta.

Para facilitar o aprendizado, o ábaco, o material dourado e outros jogos infantis são utilizados. Para a professora, o principal meio de se ensinar matemática para uma criança é leva-la para a prática, por meio de raciocínios lógicos e físicos, até fazer contas com brinquedos ou outros objetos. “Também ensino meus alunos a produzirem esses equipamentos, pois nem sempre eles os terão na sala de aula, ou até mesmo em casa, dependendo de onde estiver ensinando”, afirma.

“A equipe da FCC esteve no Departamento, visitou a sala de aula e o Laboratório de Matemática. Entrevistou alunos e ex-alunos que passaram pela experiência do meu projeto e me entrevistaram também. E, a partir disso, eles elaboraram casos que vão ser publicados posteriormente na finalização dessa pesquisa”, explica.

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