Sucesso nas ruas de São José, sistema de bikes compartilhadas chega ao DCTA

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Foram disponibilizadas 50 bicicletas no DCTA, aumentando ainda mais as opções para quem escolhe circular pela cidade pedalando. ( Foto: Charles de Moura/PMSJC)

Sucesso nas ruas de São José dos Campos desde outubro do ano passado, o sistema de bikes compartilhadas entrou em operação nesta semana no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial).

Foram disponibilizadas 50 bicicletas no local, aumentando ainda mais as opções para quem escolhe circular pela cidade pedalando.

O sistema todo conta agora com 500 bikes e já há estudos para que seja ampliado ainda mais nos próximos meses.

A utilização das bicicletas disponíveis na área interna do DCTA segue o mesmo critério das opções espalhadas pela cidade, ou seja, o usuário pode destravar o equipamento e deixar em locais adequados das vias urbanas. Da mesma forma, uma bike retirada na região central poderá ser entregue na área interna do órgão federal.

A ampliação partiu da Yellow, última empresa a se credenciar no município. As novas bikes vão reforçar a área de abrangência que vai do Parque da Cidade, na região norte, até o bairro Jardim Aquarius, na região oeste.

Aprovação

Com poucos dias no DCTA, as bikes compartilhadas já viraram mania por sua praticidade e eficiência, tanto para as pessoas que moram ou trabalham no órgão federal quanto para os visitantes.

O estudante universitário João Pedro Baroni, 18 anos, foi nesta quarta-feira (9) à tarde à festa de aniversário de sua namorada, que mora no DCTA. Para chegar mais rápido, não teve dúvidas: alugou uma bike compartilhada no centro.

“Já tinha andado no centro e hoje foi a primeira vez no DCTA. O sistema é muito prático. Se viesse de ônibus, ficaria mais caro e demoraria mais. Vim para o DCTA com a bike compartilhada e vou voltar para casa com ela”, disse Baroni.

Morador do DCTA, o também estudante universitário Luís Gustavo Miranda de Souza, 18 anos, fez o processo inverso nesta quarta (9). Saiu do órgão federal e foi para o centro da cidade cortar o cabelo.

“Como não tenho carteira de motorista, teria que ir de carona, de Uber, de táxi, de ônibus ou a pé. Com a bike, vou e volto rapidinho. Aqui dentro do DCTA, tenho usado estas bicicletas para me deslocar. Agora, só vou ao supermercado com elas. A Prefeitura está de parabéns. É uma novidade que veio para ficar”, afirmou Souza.

BikeSanja

O sistema de bicicletas compartilhadas integra o programa BikeSanja, que contempla ainda a ampliação e a conexão da malha cicloviária, assim como campanhas educativas para uso consciente e seguro do modal.

Há três meses à disposição em São José, as bikes já fazem parte do dia a dia de muitas pessoas. As empresas que prestam esse serviço são a Serttel e a Yellow, credenciadas pela Prefeitura.

Ambas as empresas, Serttel (Samba) e Yellow, operam em sistema de dockless (sem estação para retirada e devolução). Com duas operadoras na cidade, os usuários deverão ficar atentos à identificação (nome) nas bicicletas. Para utilizar as bikes da Serttel, o usuário deverá utilizar o app “Mobilicidade”. No caso da Yellow, o app traz o nome da própria empresa. Ambos estão disponíveis tanto para Android quanto para IOS.

O sucesso da novidade implementada pela Prefeitura não é por acaso. Afinal, o BikeSanja une tecnologia de ponta, respeito ao meio ambiente, mobilidade urbana ampliada, qualidade de vida e saúde. Tudo ao mesmo tempo em um único sistema.

Expansão
A Secretaria de Mobilidade Urbana já está realizando estudos de viabilidade para expandir o sistema BikeSanja para os bairros Urbanova, na zona oeste, e Jardim Satélite, na zona sul.

Neste último caso, a implantação das bikes compartilhadas será facilitada e se conectará à Ciclovia do Vidoca.

A licitação para implantação da ciclovia nas avenidas Eduardo Cury, Jorge Zarur, Rodrigo Reis Tuy e Benedito Matarazzo já está em andamento.

A concorrência está sendo realizada na modalidade Licitação Pública Nacional. As propostas das empresas interessadas serão apresentadas no próximo dia 21.

O prazo para conclusão é de oito meses após a emissão da ordem de serviço. O valor estimado da obra é de R$ 3,28 milhões.

Assim como a obra do Arco da Inovação. ponte estaiada, a ciclovia também será financiada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).