São José: Fundhas contribui na formação de crianças e adolescentes no contraturno escolar

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A família Santos Rosário, moradora da região norte, é um dos exemplos dos benefícios da Fundhas na rotina e formação de crianças e adolescentes em São José. (Foto: Divulgação/PMSJC)

A rotina começa cedo na casa da família Santos Rosário, em Santana, região norte de São José dos Campos. Faça chuva ou faça sol, às 5h o despertador toca e a mãe, Laudiceia Rosário, se prepara para mais um dia. Junto com o filho mais velho, Allan Willoam dos Santos Rosário, 17 anos, ela sai de casa para o trabalho na Urbam (Urbanizadora Municipal) enquanto os outros filhos levantam e se arrumam para ir para a Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) na Unidade Jorge Alegre, no Centro.

Os filhos da família representam cerca de três mil crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 18 anos, atendidos pela Fundação nas 15 unidades espalhadas pelo município. Em 31 anos de história, a Fundhas contribuiu com a formação de mais de 30 mil pessoas.

João é responsável por acordar os irmãos mais novos, Bruno e Íris, ajudá-los a se prepararem e acompanhar até a Unidade. Lá, o trio participa de atividades no contraturno escolar como reforço de português e matemática, oficinas e projetos de música, dança, teatro, artes e esportes. As atividades oferecidas têm o objetivo de promover a emancipação social aos alunos.

“Gosto da Fundhas porque é um lugar diferente em que posso aprender várias coisas, além de conviver, respeitar todos e a ter alegria, aqui é muito legal. Quando crescer vou poder fazer cursos e ter uma profissão para ajudar minha família”, contou João.

“Na Fundhas, gosto muito da comida e da Educação Física, além dos jogos de queimada, futebol e outras atividades. O teatro toda semana é muito bom também, ganhei até um certificado”, disse a sorridente Íris.

Depois da Fundhas, é hora da garotada ir para a escola, na região central de São José. Ao final do dia, voltam para a casa para se encontrarem com a mãe e o primogênito Alan, colocar a conversa em dia, estudar, fazer tarefa e descansar para o dia seguinte.

Para Laudiceia, a Fundação contribui com o desenvolvimento afetivo, social e intelectual dos filhos, além ser uma parceira da família. “A Fundhas ajuda muito na nossa rotina, me sinto tranquila em deixá-los na Unidade enquanto estou trabalhando. Desde que meu marido faleceu, preciso trabalhar mais, poder ocupar o tempo deles de forma produtiva e saudável faz toda diferença”, destacou a mãe.

Sonhos e dedicação

Como todas as crianças e jovens, os filhos de Laudiceia são repletos de energia e sonhos. Íris deseja ser professora, Bruno quer ser jogador de futebol na França, a exemplo do ídolo Neymar, João gosta de dançar e já participou de várias apresentações com a Fundhas, mas ainda está decidindo qual caminho seguir.

Allan gosta de ler e escrever. Nas horas vagas, ele trabalha em um livro de ficção científica. Recentemente, o garoto encerrou seu contrato com a Unidade Profissionalizante Norte, na Vila Cristina, e vai iniciar o ano com uma conquista: será Jovem Aprendiz na Embraer.

“Fiquei sentido ao despedir da Fundhas porque passei a maior parte da minha vida lá, tenho lembranças boas dos meus amigos, professores e gestores. Todos me acolheram bem e ajudaram a estudar. Sem este apoio não teria me saído bem na escola e nem conseguido passar no processo do Jovem Aprendiz”, declarou o jovem que sonha crescer dentro da empresa e continuar os estudos.

“Ver meus filhos recebendo apoio, informação, educação e ocupando bem o tempo é ótimo, desejo que eles sejam felizes e sigam seus sonhos”, afirmou a mãe.

Balanço da Fundhas

Nos últimos dois anos, a Fundhas, registrou 26% de aumento da capacidade de atendimento a crianças e adolescentes com a readequação de ambientes, otimizando o trabalho dos professores e educadores sem trazer custos à instituição.

A entidade ampliou o atendimento do programa Lions Quest, que enriquece a proposta socioeducativa com o desenvolvimento de inteligência comportamental. A realização da Gincana Power Games envolveu mais de 2.300 alunos em todas as unidades.

Também houve a integração das áreas de educação profissional, com a transferência do programa Jovem Aprendiz e das Unidades da Divisão de Empregabilidade para o Cephas, a inserção da metodologia por competência e a ampliação do atendimento do Cephas no programa MedioTec, em parceria com o Governo Federal.

O Cephas (Centro de Educação Profissional Hélio Augusto de Souza) registrou crescimento de 76% e contou com a implantação de um polo no Centro Empresarial II do Parque Tecnológico, permitindo aliar teoria e prática na formação dos alunos.