AAFLAP oferece assistência gratuita para Fissurados Labiopalatais

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Associação conta com o apoio da Uniodonto local e é responsável pelo atendimento gratuito em 37 municípios do Vale do Paraíba e entorno. (Foto: divulgação)
Associação conta com o apoio da Uniodonto local e é responsável pelo atendimento gratuito em 37 municípios do Vale do Paraíba e entorno. (Foto: divulgação)

Segundo o portal da AAFLAP – Associação de Apoio aos Fissurados Labiopalatais, uma das anomalias craniofaciais (abertura na região do lábio e/ou palato – céu da boca) mais comuns no Brasil é a fissura do lábio e/ou palato, que ocorre em média uma vez a cada 650 nascimentos. Com sede em São José dos Campos, a Associação conta com o apoio da Uniodonto e é responsável pelo atendimento gratuito em 37 municípios do Vale do Paraíba e entorno, como Taubaté, Caraguatatuba, Ubatuba, São José dos Campos, São Sebastião, Pindamonhangaba, entre outros.

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As causas dessa fissura, que pode afetar um ou os dois lados da região orofacial, são desconhecidas. Porém, muitos cientistas acreditam em fatores diversos, como ambientais (uso de álcool, cigarro, substâncias ilícitas), genéticos, realização de Raio X na região abdominal ou ingestão de fortes medicamentos (corticoides / anticonvulsivos). “O tratamento oferecido na AAFLAP não envolve absolutamente nenhum custo à família e ao paciente, nem de internação. Associada ao Ministério de Desenvolvimento Social, a entidade filantrópica recebe verba para assistência total aos envolvidos e conta com o apoio da Uniodonto SJC, que doa todos os materiais odontológicos clínicos, ortodônticos e alguns instrumentais”, conta o cirurgião-dentista Dr. Alexandre Kodja, Cooperado Uniodonto e Coordenador Voluntário da equipe de terapeutas da Associação (fonoaudiólogos, psicólogos, assistente social, cirurgião-dentista ortododontista, fisioterapeutas).

De acordo com a AAFLAP, as fissuras labiais são mais frequentes no sexo masculino e as de palato no feminino, sendo possível verificar e diagnosticar ambas com ultrassonografia a partir da 14ª semana de gestação – nessa fase, o importante é informar os envolvidos sobre as possibilidades de tratamento. “Muitos hospitais, conhecendo o nosso trabalho, já entram em contato com a AAFLAP quando ocorre o nascimento de um bebê com fissura. Assim a Associação apoia os pais desde o início”, expõe o cirurgião-dentista.

Associação conta com o apoio da Uniodonto local e é responsável pelo atendimento gratuito em 37 municípios do Vale do Paraíba e entorno. (Foto: divulgação)
Associação conta com o apoio da Uniodonto local e é responsável pelo atendimento gratuito em 37 municípios do Vale do Paraíba e entorno. (Foto: divulgação)

Passo a Passo
Inicialmente os envolvidos (familiares) recebem as primeiras informações da equipe de Casos Novos – responsável por orientá-los, passando posteriormente pelo agendamento e pela matrícula. Nesta primeira visita o paciente tem o diagnóstico de plano de tratamento traçado e o esclarecimento de todas as dúvidas.

Ao ir para a cirurgia reparadora, é submetido à chamada rotina de internação, sendo avaliado por diversos profissionais da saúde incluindo as áreas de pediatria ou clinica geral, enfermagem, anestesiologia, cirurgia plástica, odontologia, fonoaudiologia, psicologia, nutrição e demais áreas de apoio, como serviço social e pedagogia.

Operação e Tratamento
Para operar a fissura labial, o momento ideal, tendo em vista a melhor recuperação, costuma ser aos três meses de vida do bebê (quando saudável). Já em casos de fissura palatina (céu da boca) este intervalo varia entre seis meses e um ano de vida, assegurando, assim, a integridade do arcabouço ósseo, a funcionalidade da musculatura e a qualidade da fala. “Todas as cirurgias são realizadas no ‘Centrinho de Bauru’ – Centro de Especialidades Clínicas, da USP Bauru”, ressalta o Cooperado Uniodonto SJC.

Há no mercado diferentes técnicas cirúrgicas e cada caso é estudado pela equipe médica, de acordo com as necessidades e características do paciente. O tratamento é longo, se inicia com o recém-nascido e é mantido por meio de acompanhamento de cirurgiões plásticos, fonoaudiólogos e ortodontistas, sendo concluído somente com a consolidação plena dos ossos da face, após cerca de dezoito anos.

AAFLAP
Endereço: Rua Alfredo Vieira de Moura, número 41 – São José dos Campos
Contato: 12 3942-6533