Índios da tribo Fulni-ô visitam escolas municipais de Ilhabela

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Apresentação dos índios na E.M. Profº Dr. Paulo Renato de Souza, no Camarão, região do Alto da Barra Velha. (Foto:  Silas Azocar/PMI)
Apresentação dos índios na E.M. Profº Dr. Paulo Renato de Souza, no Camarão, região do Alto da Barra Velha. (Foto: Silas Azocar/PMI)

A série de apresentações dos índios da tribo Fulni-ô na Feira Literária e nas principais escolas da rede municipal de ensino em Ilhabela terminou no último dia 17. Antecedendo o Dia Nacional do Índio, que foi celebrado no domingo (19/4), a prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura, e a Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci) realizaram uma série de apresentações com os índios da tribo Fulni-ô nas escolas municipais da cidade.

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As primeiras apresentações foram feitas durante o final de semana (11 e 12/4), na Feira Literária de Ilhabela 2015, na Vila. Em seguida, durante toda a semana, os índios se apresentaram nas escolas municipais, onde contaram um pouco sobre sua história, sua tribo, como vivem e se alimentam, além de exibirem suas danças e cantos.

O secretário de Cultura, Nuno Gallo, fez questão de enaltecer a riqueza cultural que estas apresentações ofereceram aos alunos. “A cada exibição deles aprendemos um pouco mais sobre a sua cultura e sobre a natureza-mãe. Sem dúvidas, esta é uma experiência marcante para todos nós. Impressionante a sintonia com a natureza que eles têm, como por exemplo, todo ano os pássaros trocam suas plumas e penas. Após esse processo natural, eles utilizam esse material para produzir seus cocares e adornos”.

Tribo Fulni-ô
Os índios da tribo Fulni-ô vivem no município de Águas Belas, em Pernambuco, numa aldeia de 11.500 hectares, localizada a 500 metros da sede da cidade. Sua população é de aproximadamente 3.600 índios. Eram conhecidos, antigamente, como Carijó ou Carnijó e não se conhece o tempo da sua existência.

A origem do nome Fulni-ô é muito antiga. Significa “povo da beira do rio” e está relacionada com o rio Fulni-ô que corre ao longo da aldeia de Águas Belas. Os índios têm convívio diário com os não-índios, são todos bilíngues, vestem-se como os brancos, mas não perderam sua identidade. São os únicos indígenas do Nordeste brasileiro que mantêm viva a sua língua nativa a Yaathe (ou Yathê). Para sustento da tribo, vários grupos da aldeia saem pelo Brasil afora, de modo a divulgar sua cultura e vender seus artesanatos