Governo do DF homenageia pioneiros e muda logomarca de Brasília

Por: Share:
 Dar  aos  moradores  de  todas  as  áreas  do  Distrito  Federal  as  mesmas  oportunidades  que  os  do              Plano  Piloto têm é desafio,  diz  o  governador  Rodrigo Rollemberg. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Dar aos moradores de todas as áreas do Distrito Federal as mesmas oportunidades que os do
Plano Piloto têm é desafio, diz o governador Rodrigo Rollemberg. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governador Rodrigo Rollemberg lançou ontem (18) a nova logomarca do governo do Distrito Federal (DF), que passa a ser governo de Brasília. O anúncio foi feito durante solenidade pela passagem dos 55 anos de Brasília, que serão comemorados na próxima terça-feira (21). Na cerimônia, foram homenageados pioneiros que ajudaram a construir a capital do país. O evento foi no Catetinho, primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek em Brasília.

Rollemberg destacou que Brasília acumulou, ao longo dos anos, distorções como ser a cidade com a renda per capita mais alta do país e, ao mesmo tempo, ter as maiores diferenças sociais. O desafio, segundo ele, é que os moradores de todas as áreas do Distrito Federal tenham as mesmas oportunidades que os do Plano Piloto.

“Ao adotar todo o Distrito Federal como Brasília e Brasília como todo o Distrito Federal, estamos resgatando um conceito original e dando um recado muito claro: que queremos, nos próximos anos, fazer com que a população de Ceilândia, de Planaltina, de Brazlândia, de Taguatinga, cada vez mais, tenha acesso às mesmas oportunidades e aos mesmos equipamentos públicos que têm no Plano Piloto”, disse o governador.

Atualmente, o Distrito Federal é composto por 31 regiões administrativas e tem cerca de 2,8 milhões de habitantes

O pioneiro Jarbas Marques, jornalista, historiador, e um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, lembrou que, em 30 de dezembro deste ano, comemoram-se 60 anos da desapropriação amigável da Fazenda Bananal, que abrigava o Sítio Castanho, onde estão a Asa Sul, a Asa Norte e o Eixo Monumental.

“Sem a desapropriação, o presidente Juscelino não conseguiria construir a capital. No dia 15 de abril, completaram-se 60 anos da escolha do Sítio Castanho pelo marechal [José] Pessoa e pelo doutor Ernesto Silva, com a presença do então governador de Goiás, Bernardo Sayão. Hoje comemoramos os 55 anos da inauguração e 59 anos do início da construção de Brasília”, disse Marques, em discurso na cerimônia.

Antes mesmo do início das obras de construção, uma equipe de especialistas liderada pelo marechal José Pessoa precisou localizar o terreno onde seria construída a nova capital. O médico Ernesto Silva participou da comissão de localização da capital entre 1954 e 1956.

“Participamos dessa epopeia feita pelo povo brasileiro, que foi a construção de Brasília. Nós, os candangos e os pioneiros, sentimos orgulho de todos nós, que participamos da construção”, completou.

Segundo a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, em 10 de novembro de 1956, o presidente Juscelino participou da inauguração do Catetinho, assinando também o primeiro despacho no local. Além de funcionar como residência oficial, o Catetinho abrigou diretores e engenheiros da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). O nome Catetinho é em alusão ao Palácio do Catete, onde funcionava a Presidência da República na então capital, Rio de Janeiro.

VEJA TAMBÉM