Eleição da nova mesa diretora da CNBB será com voto eletrônico

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Dom Raymundo Damasceno em Coletiva de Imprensa realizada hoje (14) sobre a Assembleia Geral dos Bispos 2015.  (Foto: Matheus Andrade)
Dom Raymundo Damasceno em Coletiva de Imprensa realizada hoje (14) sobre a Assembleia Geral dos Bispos 2015. (Foto: Matheus Andrade)

Na manhã desta terça-feira (14), véspera da 53ª Assembleia Geral da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o Cardeal Arcebispo de Aparecida e atual presidente do órgão encontrou-se com jornalistas para uma avaliação do trabalho da presidência no último quadriênio.

Na oportunidade, o atual presidente da CNBB anunciou que, em sistema inédito, os bispos escolherão a nova mesa diretora, além dos 12 presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e 4 delegados da Conferência ao próximo Sínodo, através de voto eletrônico, semelhante ao sistema de votação das eleições para governantes no Brasil.

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“Cada bispo receberá uma espécie de título de eleitor em formato de cartão, com um número, que possibilitará a votação e facilitará a apuração dos votos”, explicou.

Segundo ele, todos os bispos podem votar e serem votados, com exceção dos eméritos, que têm direito ao voto mas não podem ser votados.

Cerca de 450 pessoas participam da Assembleia, entre bispos, assessores e representantes de organismos da CNBB.

Dom Damasceno faz avaliação do trabalho da CNBB durante os últimos 4 anos. Segundo ele, muitos foram os pontos positivos das ações desenvolvidas, em especial a visita do Papa Francisco a Aparecida, e a realização da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013.

O Cardeal ainda citou o trabalho desenvolvido nos Sínodos dos Bispos em 2012, cujo tema foi “Nova Evangelização para a transmissão da Fé”, e em 2014, com o tema “Vocação e Missão da Família”.

Dom Damasceno destacou as reflexões acerca dos temas das 4 últimas Campanhas da Fraternidade, e a ação junto à presidência da República, bem como com Ministros, onde foram tratados assuntos concernentes à Igreja e à sociedade.

“O próprio debate com os presidenciáveis em Aparecida, realizado em setembro de 2014 pela CNBB foi de muita importância. Os presidenciáveis reconheceram a necessidade deste diálogo com a sociedade, tanto que todos se fizeram presentes”, explicou. Dom Damasceno lembrou que, na ocasião, foi entregue a eles um documento reunindo propostas para reforma política, demonstrando a preocupação e atenção da Igreja com os acontecimentos políticos em andamento.

Ao final da coletiva, Dom Damasceno convidou os jornalistas a acompanharem as atividades da Assembleia dos Bispos e transmitir as informações deste momento importante para a Igreja Católica do Brasil.

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