Falando de Trova: O dia em que um trovador me visitou…

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Antonio de Oliveira e José Ouverney. (Foto: divulgação)
Antonio de Oliveira e José Ouverney. (Foto: divulgação)

Sábado, 28 de fevereiro de 2015, foi uma tarde/noite muito especial. Eu e minha esposa Henriqueta recebemos uma visita de cortesia de um dos mais brilhantes trovadores do Brasil. Embora ele hoje já não concorra em concursos (e quem diz que pra ser bom tem que concorrer, não é verdade?), ANTONIO DE OLIVEIRA possui um acervo de conquistas passadas memorável, entre elas, 1º lugar no Concurso Nacional Interssedes e no”Menestrel da Trova” de Juiz de Fora.

Considero esse intercâmbio um dos mais (se não o mais) fortes elos de fortalecimento da amizade e do sentimento fraterno entre seres racionais. Entre os trovadores residentes num raio superior a 50km. de Pindamonhangaba, Antonio é o quarto amigo a nos dar a honra da visita. O primeiro foi A. A. de Assis/esposa, logo no início deste século. O segundo foi o mecenas José Fabiano/esposa. E o terceiro foi Pedro Mello/esposa. Todos eles proporcionaram a mim e à Henriqueta momentos de muita descontração e felicidade.

Domiciliado em Rio Claro/SP, Antonio de Oliveira já fez parte, inclusive da diretoria, da UBT seção São Paulo. Há anos sem participar ativamente, o amigo poeta resolveu gentilmente doar o seu precioso acervo de livros e informativos de trova para o site “Falando de Trova”. Veio até Pindamonhangaba acompanhado de sua esposa e de sua filha Helena.

Momentos marcantes, que culminaram com uma noitada interessante na Pizzaria Bagatella. Obrigado, amigo, pela gentileza da visita e pela generosidade da oferta. Eu e a Trova estamos radiantes!

Ao Tunico, amigo e irmão,
a casa está sempre aberta;
quem mora no coração
nunca chega em hora incerta!

Para quem ainda não conhece a sua obra, eis uma pequena amostra:

Queimado, o arbusto parece
ter, nos galhos, a expressão (1º lugar Intersedes Nacional 1998)
de mãos, que postas em prece,
rogaram clemência… em vão!

Onde o ensino é relegado
e as letras não têm valor,
há de pagar ao soldado
quem não paga ao professor!

Como um lírio em minha sala,
o teu corpo ao meu dispor,
quanto mais se despetala,
tanto mais parece flor!