Ministro admite campanha de racionalização do uso de energia




Adoção  imediata  do  racionamento  de  energia, se fosse necessário,  teria  apoio  da  maioria  da população, revela  pesquisa  divulgada  nesta  segunda-feira  pelo  Instituto  Datafolha. (Foto: Marcello Casal JR./Agência Brasil)

Adoção imediata do racionamento de energia, se fosse necessário, teria apoio da maioria da população, revela pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Datafolha. (Foto: Marcello Casal JR./Agência Brasil)

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse ontem (9) que o governo não terá problema para promover uma campanha de racionalização do consumo de energia elétrica, se isso for necessário em função falta de chuva. Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira mostrou que 65% dos entrevistados em todo o país apoiariam a adoção imediata do racionamento de energia.

“Se tivermos a necessidade, em função de ritmo hidrológico, não teremos nenhum problema em fazê-lo. Mas continuamos trabalhando firme para termos alternativa de energia vinda do Norte, do Sul e do Sudeste para podermos abastecer a nossa ponta de carga [suprir necessidade no horário de maior consumo]”, disse o ministro.

Ele adiantou que técnicos do governo federal vão analisar hoje (10) a possibilidade de prorrogação do horário de verão. Segundo o ministro, uma reunião para decidir o tema está marcada para quinta-feira (12), mas o governo recebeu estudos adicionais e avaliará os efeitos que a medida poderá ter para a economia de energia.

“Não há definição. Estamos analisando os efeitos que isso pode ter do ponto de vista da economia de ponta de carga, já que, do ponto de vista energético, meio que se anula neste período de março a abril”, disse Braga.

O horário de verão começou no dia 19 de outubro para os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e acabaria no dia 22 de fevereiro.