Bienal de São Paulo realiza mostra em São José dos Campos

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PortalR3O campus da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) em São José dos Campos apresenta, a partir do dia 24 de fevereiro, a mostra “Como (…) coisas que não existem – obras selecionadas”. Trata-se da primeira etapa do percurso de exposições itinerantes da 31ª Bienal de São Paulo, que em 2014 recebeu 470 mil visitantes e apresentou 87 projetos artísticos na capital paulista.

Com curadoria de Charles Esche Galit Eilat, Nuria Enguita Mayo, Pablo Lafuente e Oren Sagiv, a exposição reúne obras da brasileira Romy Pocztaruk, de Michael Kessus Gedalyovich (Israel) e de Teresa Lanceta (Espanha). Após a etapa em São José dos Campos, o mesmo recorte segue em abril para o campus da FAAP em Ribeirão Preto.

Como uma extensão da parceria firmada entre a Fundação Bienal de São Paulo e a Fundação Armando Alvares Penteado – que permitiu a residência artística de 13 participantes da 31ª Bienal na cidade de São Paulo – as mostras nos campi da FAAP procuram recriar a experiência que se desenvolveu no Pavilhão da Bienal.

De acordo com o curador Pablo Lafuente, há uma ligação bastante aparente entre os trabalhos dos artistas apresentados. “Os tapetes de Teresa Lanceta propõem um reconhecimento do saber de comunidades do norte da África e relacionam-se diretamente aos registros da viagem de Romy Pocztaruk pela Transamazônica. A urgência de uma nova relação com o mundo derivada de suas jornadas encontram eco nos amuletos de Gedalyovich, coletados durante a viagem que realizou desde as Colinas do Paraíso, em Israel, à Amazônia brasileira”.

Gratuita, a mostra poderá ser conferida até 18 de abril, de segunda a sexta-feira, das 09h às 21h, e aos sábados, das 9h às 17h.

Itinerâncias 31ª Bienal

O programa de exposições itinerantes da 31ª Bienal contempla mostras em seis cidades do Brasil e uma no exterior. Diferentes recortes de obras da 31ª Bienal irão viajar para Campinas/SP (SESC), Juiz de Fora/MG (Museu de Arte Murilo Mendes), São José do Rio Preto/SP (SESC), Belo Horizonte/MG (Palácio das Artes e Centro de Arte Contemporânea e Fotografia) e Porto, em Portugal. Trata-se da primeira vez que o programa de itinerâncias da Bienal de São Paulo viaja para fora do país desde a sua criação, em 2011. Para Luis Terepins, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, as itinerâncias “buscam expandir os intercâmbios possíveis entre a vida cultural de São Paulo e os espaços expositivos no interior e exterior, projetando as questões da 31a Bienal rumo a novos públicos e novas direções”.

Essa não é a primeira vez que a FAAP recebe exposições itinerantes da Bienal de Arte. Em 2012 e 2013, os campi de Ribeirão Preto e de São José dos Campos sediaram obras da brasileira Lúcia Laguna, do venezuelano Juan Iribarren e do islandês Hreinn Fridfinnsson, que participaram da 30ª Bienal de São Paulo – A iminência das poéticas. “Mais uma vez participamos com entusiasmo dessa iniciativa”, completa a professora Maria Izabel Branco Ribeiro, diretora do MAB-FAAP.