HR realiza captação de órgãos inédita e supera marca de 2013

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Ação mobilizou equipes dos Hospitais Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, e Albert Einstein de São Paulo e Helicóptero Águia da Policia Militar. (Foto: divulgação)
Ação mobilizou equipes dos Hospitais Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, e Albert Einstein de São Paulo e Helicóptero Águia da Policia Militar. (Foto: divulgação)

A mobilização das equipes médicas dos Hospitais Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, e Albert Einstein de São Paulo, Helicóptero Águia da Policia Militar e, acima de tudo, a autorização da família, foram responsáveis por promover a primeira captação multivisceral do HR. A cirurgia aconteceu nesta terça-feira, 22, e o paciente foi uma criança de 10 anos.

O paciente estava internado na UTI havia 1 semana, porém evoluiu para morte encefálica. Segundo a Coordenadora da UTI Pediátrica, Dra. Maria Estela Dall’ara Rahimen, a família se mostrou consciente desde o início do processo. “Quando demos a notícia de que os trâmites seriam feitos os pais já manifestaram o interesse. Contudo, quando houve a constatação, o pai destacou que a sensação de ter o filho “vivo” em outra pessoa poderia ajudar a aliviar a dor”, ressalta.

A partir daí deu-se início a uma luta contra o tempo para a localização de potencial receptor, feita pela Organização para Procura de Órgãos (OPO-Campinas), localizando uma paciente internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A cirurgia multivisceral inclui a retirada dos órgãos do aparelho digestivo, implantados, em sua totalidade, em uma mesma pessoa, procedimento pouco realizado no Brasil.

A necessidade do transplante ser efetuado em um período de até 6 horas fez com que fosse necessário o suporte da Polícia Militar, com o Helicóptero Águia. A retirada durou cerca de 1h20. Além das vísceras, foi possível a captação de rins e córneas, ajudando assim, diversas vidas.

Esta é a 8ª captação de órgãos realizada no Hospital Regional neste ano. O número já é superior a todo o ano de 2013, quando foram viabilizadas 7 doações.

A constatação de morte encefálica é um processo que leva cerca de 24h, para que não haja falhas em nenhum dos procedimentos realizados. O paciente (potencial doador) passa por uma bateria de exames clínicos e complementares para diagnosticar a morte encefálica. É importante ressaltar que a família do paciente é informada sobre todos os passos dados pelas equipes médica e de enfermagem.

* Com informações da assessoria de imprensa do HR