Pindamonhangaba completa 306 anos neste domingo




Pindamonhangaba completa neste dia 10 de julho de 2011, 306 anos

A cidade de Pindamonhangaba completa neste domingo (10) 306 anos de emancipação político-administrativa. Já são mais de 300 anos de tradições e glórias, desde os primórdios de sua fundação, a cidade tem sido destaque Brasil afora.

Dos primórdios aos dias atuais, a cidade não parou de evoluir e hoje é uma das grandes potências da região

Seu povo, sua gente, suas ruas e avenidas, seus bairros e distrito, mostram a cada dia, que a cidade evolui, gerando novos negócios, novas oportunidades e novos empreendimentos.

Neste 10 de julho, data especial em que a cidade comemora 306 anos, a 3WMÍDIA – empresa responsável pelo PortalR3 – e que tem sua sede em Pindamonhangaba, deseja um feliz aniversário.

Parabéns Pindamonhangaba, pelos seus 306 anos!

O porquê de se comemorar a emancipação e não a fundação de Pinda no dia 10 de julho?

Por Altair Fernandes

No ano de 1952 o Arquivo do Estado de São Paulo solicitou às cidades que ainda não tivessem determinado a data de sua fundação que fizessem pesquisas neste sentido. Era o caso de Pindamonhangaba e coube ao vereador Rômulo Campos D’Arace a tarefa histórica. Em sua pesquisa, Rômulo levou em conta a obra de Athayde Marcondes, Pindamonhangaba Através de Dois e Meio Séculos, que registra em sua página 77 (efemérides) o dia 12 de agosto de 1672 como a data do início das obras da igreja Matriz de São José, pelo capitão Antonio Bicudo Leme.

Apresentada à Câmara Municipal, a data simbólica foi aprovada e oficializada (lei municipal 197, de 7/12/1953) como dia da fundação de Pindamonhangaba. O dia 12 de agosto como data magna da cidade só foi comemorado em 1954. Naquele ano realizou-se, com uma série de conferências, a Semana de Pindamonhangaba. Em 1955, ao escrever uma série de artigos referentes à história de Pinda, o historiador Waldomiro Benedito de Abreu contestou a data e manifestou-se contrário à sua oficialização como aniversário da cidade. Aprofundando suas pesquisas, Waldomiro colheu provas documentais e passou a afirmar que era “inteiramente em fundamento o registro de 12 de agosto e, consequentemente, uma heresia histórica a manutenção da lei”.

Pintura que mostra a pequena Pindamonhangaba nos anos de 1808

Entre as provas apresentadas estava a de que a primitiva povoação de Pindamonhangaba já estava formada como bairro de Taubaté antes mesmo da vinda de Bicudo Leme. Se em 1957, em Algumas Notas para a História de Pindamonhangaba, Waldomiro já apontava certas contradições na história que se contava de Pinda, em 1977, em Pindamonhangaba Tempo&Face o autor foi mais longe. Em sua nova obra esclareceu de vez a polêmica que, anteriormente, pelas páginas do jornal Tribuna do Norte, havia mantido com o pindamonhangabense membro da Academia Paulista de Letras, dr. José Augusto Cesar Salgado, que era favorável a Athayde Marcondes. Os anos de pesquisa de Waldomiro e a apresentação de documentos comprobatórios com referência à sua argumentação, resultaram na revogação da lei que oficializava o 12 de agosto como data de fundação de Pindamonhangaba. Foi por esta razão que a data magna do município passou a ser comemorada somente no dia 10 de julho e considerada “aniversário da cidade”.

Entre a lenda e o fato histórico documentado
Em artigo publicado na edição de 10/7/1978 da Tribuna do Norte, Waldomiro Benedito de Abreu afirma que “deve ter-se como lenda a história de que o alcaide-mor (mero título) Brás Esteves Lemes, seu irmão Antonio Bicudo Leme, com o filho Fonseca Magalhães, além de outros paulistas e moradores da, na época, Capela e sítio de Pindamonhangaba, ouvindo missa e não querendo estar sujeitos à jurisdição de Taubaté, se congregaram para hospedar o desembargador João Saraiva de Carvalho,segundo ouvidor-geral e corregedor da comarca de São Paulo, que passava por aqui.” Deve ter-se como lenda “a história que o desembargador deixou-se corromper por um grande donativo e dinheiro para tornar em Vila a povoação e, em uma noite, ter criado juízes e oficiais para a Câmara, levantando pelourinho. E que havendo os de Taubaté se queixado à sua majestade, el-rei perdoou os culpados, baixando carta-régia datada de 10 de julho de 1705.”